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Correio da Manhã

Portugal
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Chamas ameaçaram aldeia no nordeste do concelho

Povoação de Ouzenda ameaçada. População foi retirada por meios da Guarda Nacional Republicana.
Lusa 20 de Junho de 2017 às 14:32
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
Bombeiros combatem as chamas em Pedrógão Grande
O foco de incêndio que eclodiu no nordeste do concelho de Pedrógão Grande, perto da Estrada Nacional 2 (EN2), ameaçou a povoação de Ouzenda, cuja população foi retirada por meios da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Jorge Nunes, residente na povoação de Ouzenda disse à Lusa que teve que sair de casa para outra localidade nas redondezas, cerca das 11h00 e, duas horas e meia depois, pelas 13h30, num café junto à EN2, na localidade de Pincha, continuava à espera de poder voltar a casa.

"Agora parece estar mais calmo. Estamos à espera que nos deixem voltar", afirmou o morador, adiantando que residem cerca de dez pessoas na aldeia e todos tiveram ordem de saída por parte da GNR.

O foco de incêndio, que chegou a ser combatido por quatro aviões pesados e um avião ligeiro, localiza-se perto de Albufeira da Barragem do Cabril, entre as povoações de Louceirinha e de Ouzenda, numa zona florestal, indicou fonte dos bombeiros de Pedrógão Grande.

A agência Lusa constatou no local que os acessos à povoação de Ouzenda e às localidades de Pesos Cimeiro e de Pesos Fundeiro, a partir da EN2, foram cortados pela GNR, pelo que estão apenas acessíveis a veículos de socorro.

No local, à beira da referida estrada nacional que liga Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aos concelhos de Góis e de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, estão duas máquinas de rasto e uma terceira, do exército, que foi deslocada para a zona do foco de incêndio.

No mesmo local esteve concentrada ao longo de toda a manhã uma coluna de sete veículos de combate a incêndios urbanos de corporações da região de Lisboa, especializada na defesa de aglomerados populacionais.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado esta terça-feira.

O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.
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