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Correio da Manhã

Portugal
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Fogo de Monchique volta a ganhar força

Idosa de 76 anos está em estado grave e há registo de 44 pessoas assistidas.
4 de Agosto de 2018 às 01:30
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
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O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
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O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
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O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique
O rasto de destruição deixado pelas chamas em Monchique

O fogo de Monchique voltou a ganhar força na tarde desta segunda-feira. Em todo o perímetro do incêndio de Monchique estão a ser registadas "fortes reativações" que, associadas à intensidade do vento, estão a tomar grandes proporções, de acordo com um ponto de situação da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo os últimos números avançados, o quadro geral da operação é neste momento "muito complexo", admitiu um responsável da Proteção civil. Às 20h00 desta quarta-feira, tinham sido mobilizados para o combate às chamas um total de 1660 operacionais, apoiados por 429 viaturas e 12 meios aéreos.

"Esta vai ser uma noite dura, de muito trabalho", disse o segundo comandante operacional distrital da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes. "O quadro metereológico não é favorável. Vamos continuar com temperaturas altas", rematou, confirmando que o fogo voltou a agravar-se

Fogo faz 25 feridos
Depois de um fim de semana de combate sem tréguas às chamas, o fogo continua a ameaçar, esta segunda-feira, a vila de Monchique.

Vinte e cinco pessoas ficaram feridas durante a madrugada desta segunda-feira no incêndio que lavra desde sexta-feira e que já obrigou a evacuar diversas localidades. Uma idosa, de 76 anos, está em estado grave e teve de ser transportada de helicóptero para o Hospital de São José, em Lisboa.

"A idosa está internada na Unidade de Cuidados Intensivos de Queimados, estabilizada, sendo o prognóstico favorável", acrescentou a nota da assessoria de comunicação da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, citada pela agência Lusa.


A vítima em estado grave é uma habitante da vila de Monchique e está na unidade de queimados do Hospital de S. José com queimaduras generalizadas pelo corpo todo.

A aldeia de Fóia, um dos pontos mais altos da vila de Monchique, está a ser novamente evacuada e os acessos estão a ser cortados. As autoridades estão de novo a tentar retirar as pessoas das casas, uma vez que as chamas estão a voltar a ganhar força. 



Jovem com 30% do corpo queimado

Um jovem de 24 anos ferido no incêndio de Monchique está internado em Coimbra com queimaduras de segundo grau em 30 por cento do corpo, encontrando-se "estável" e com "prognóstico favorável", informou esta segunda-feira a unidade hospitalar.

O ferido "tem queimaduras de segunda grau em cerca de 30% da superfície corporal e está estável", disse à agência Lusa fonte da assessoria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Segundo a mesma fonte, o jovem de 24 anos encontra-se internado na Unidade de Queimados do hospital, tendo sido helitransportado no domingo, proveniente do hospital de Évora.

O ferido está com "prognóstico favorável" e não se encontra ventilado, acrescentou.

Meios aéreos impedidos de operar durante a manhã
Os meios aéreos que combateram o fogo ao longo dos últimos dias estão, ao início da tarde desta segunda-feira, sem "sem teto para operar". Devido ao fumo, as aeronaves não conseguem sobrevoar Monchique e combater o incêndio, afirmou o comandante distrital de FaroVítor Vaz Pinto.


Ainda assim, o fogo rural que deflagrou em Monchique na sexta-feira e que já consumiu entre 15.000 e 20.000 hectares, já foi considerado dominado em 95% do seu perímetro.

Durante a tarde existe grande probabilidade de reativação, visto que nem os meios terrestres nem aéreos conseguem alcançar algumas zonas de mais difícil acesso, acrescentou o comandante distrital de Faro.

"O trabalho começa a ficar consolidado. A situação é mais favorável mas continua muito sensível. Temos algumas limitações no plano de estratégia da ação, que teve de ser reajustado. O fumo não permite que os aviões e meios aéreos façam o seu trabalho. Não temos a confirmação de habitações ou terrenos agrícolas ardidos", disse o 2.º Comandante Distrital de Faro, Abel Gomes, adiantando ainda que estão 964 operacionais no terreno.

O Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação de Espanha enviou dois aviões Canadair para o local, com uma capacidade de descarga de 5500 litros, com o intuito de fortalecer os nove meios aéreos no local.

Vários carros e habitações já terão sido destruídos e a população em pânico está a ser progressivamente retirada por mais de uma centena de militares para uma escola longe do caminho do fogo. As autoridades têm autocarros preparados para efetuar a retirada destas pessoascasooincêncio se descontrole naquela zona.

Incêndio em Monchique faz 25 feridos


Uma unidade hoteleira no Lugar do Montinho, em Monchique, foi evacuada, por volta das 00h00 desta segunda-feira, com os hóspedes a serem distribuídos por dois outros hotéis junto a Alvor, de acordo com um funcionário. A ocupação do hotel estava a 70%. 

Às 07h00, a situação estava mais controlada, apesar de ainda estarem no terreno 1067 homens, 324 meios terrestres e dois meios aéreos. "O fogo desenvolveu-se a uma intensidade que nos deixou a todos impotentes. Ainda não tomei o pulso à situação de manhã, passei uma horinha dentro da viatura porque estava muito cansado. Aparentemente parece tudo mais calmo", disse o presidente da Câmara de Monchique, Rui André.

Mais de 1000 bombeiros combateram as chamas no domingo

Por volta das 23h30 de domingo, Monchique contava já com mais de mil bombeiros a combaterem as chamas. Aumento de operacionais deve-se a um reforço para a noite, uma vez que os meios aéreos não operam durante este horário.
Chamas já queimaram 1000 hectares em Monchique


Pelas 15h20 deste domingo a GNR já tinha mandado evacuar a aldeia de Portela do Vento, por motivos de segurança. No entanto, alguns habitantes recusaram-se a seguir as ordens das autoridades e preferiram ficar junto dos seus bens para os proteger. "Eu compreendo o lado deles, mas também têm de compreender o meu", afirmou à CMTV um dos habitantes que se recusa a abandonar o local apesar do perigo.

Também a aldeia de Odemira já foi evacuada pelas autoridades. 


O Comandante Distrital de Faro confirmou em conferência de imprensa ao início da tarde que a combater o incêndio de Monchique estavam 785 bombeiros, apoiados por 204 veículos e 13 aviões. Pelas 16h53, o número voltou a subir para 840 bombeiros, 236 veículos e 10 meios aéreos.

Até ao momento foram assistidos 30 bombeiros, a maior parte devido a inalação de fumo, confirmou o Comandante Distrital de Faro.

Proteção Civil apela à população para não entrar em pânico
Esta noite em conferência de imprensa, o comandante da Proteção Civil pediu às populações que confiassem nas autoridades para se salvaguardarem. A mesma fonte assume que o fogo passou por Alferce, mas que foi controlado e as pessoas protegidas. O mesmo fizeram na vila de Monchique a fim de protegerem as pessoas. 

Muitos foram os que tentaram resistir à evacuação da vila com medo que os seus bens fossem comprometidos. 

A Proteção Civi afirma que a prioridade são as pessoas. "Não há bem material mais importante do que a vida humana", disse. 

Relativamente à possibilidade de algumas habitações terem sido afetadas, o comandante confirma que possam ter havido cassas que tenham sofrido danos do fogo. 

Ministro da Administração Interna elogia trabalho dos operacionais
O ministro da Administração Interna manifestou este domingo a "total confiança e solidariedade" na estrutura da Proteção Civil e nos milhares de operacionais que estão a combater os incêndios, sobretudo o que lavra no concelho de Monchique, distrito de Faro.

"Queria apenas, neste momento, transmitir uma manifestação de total confiança e de total solidariedade nos milhares de operacionais dos bombeiros, da GNR, das Forças Armadas, de toda a estrutura de Proteção Civil, das entidades que têm cooperado no terreno" e sublinhar a "articulação exemplar com a Câmara Municipal de Monchique", afirmou Eduardo Cabrita, esta noite, na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras.

Segundo o governante, que falava durante uma conferência de imprensa, na qual foi feito o ponto de situação sobre as operações dos últimos dias, isto "reflete a capacidade que o sistema de Proteção Civil demonstrou ao longo destes dias de alerta especial em que se verificaram no país as temperaturas mais elevadas de que há registo em grande parte das estações meteorológicas do contingente".

Assim, acrescentou o ministro, "foi possível, num contexto de ocorrência de mais de seis centenas de incêndios rurais ao longo destes dias de alerta especial que, neste momento, as atenções estejam concentradas exclusivamente em dois pontos: em Marvão e, fundamentalmente, em Monchique".

Deslocados pelo fogo de Monchique aguardam em escola da vila
As pessoas retiradas de casa por causa do incêndio em Monchique foram levadas para uma escola e muitas lamentam como foram obrigadas a sair das suas habitações, deixando tudo para trás face à ameaça do fogo.

Quem é deslocado de casa pelas autoridades para evitar ser apanhado pelo fogo - que esta segunda-feira está a criar uma situação operacional "complexa" para as equipas de combate, segundo a Proteção Civil - é transportado para a escola EB 2/3 de Monchique, junto ao quartel dos bombeiros voluntários.

"Tiraram-nos de casa só com a roupa no corpo e até sem dinheiro para beber um café", disse à agência Lusa Carlos Almeida, que foi transportado para a escola com a mulher e a neta, depois de ser retirado da casa onde reside, a cerca de dois quilómetros a nordeste de Monchique, cerca das 16h00.

Carlos Almeida disse ter já tentado regressar a casa para perceber como estão as suas posses, mas as autoridades "continuam a não deixar passar para voltar", porque "dizem que o fogo ainda lá está".

Com o final da tarde, o aproximar do fogo à vila de Monchique e a situação operacional a complicar-se, o número de pessoas que chegaram à escola aumentou. No grupo dos que foi chegando está António Joaquim da Silva, de 85 anos, que vive a cerca de um quilómetro da localidade algarvia, pertencente ao distrito de Faro.

"Em 2003 também houve um grande incêndio, mas este é pior", considerou este idoso, que foi abordado pela GNR quando já se preparava para deixar a sua casa por vontade própria a "perguntar se não precisavam de voltar para me tirar de lá".

O idoso disse ter respondido que "não era preciso voltarem" para o apanhar e veio para a Monchique por vontade própria, perto das 17h00.

O presidente da Junta de Freguesia de Monchique está desde o início do incêndio a prestar apoio junto à sede do órgão autárquico, que se situa ao lado da escola, onde a sua mulher é diretora.

"Eu também tenho filhos e mãe e trouxemos todos para aqui para evitar qualquer problema, porque o fogo estava na encosta atrás", disse José Duarte da Silva.

Governo britânico alerta cidadãos para fogo em Monchique
O Governo britânico alertou no domingo os seus cidadãos para o "grande incêndio florestal" que lavra em Monchique desde sexta-feira, desaconselhando qualquer viagem para aquela zona do Algarve.

"O fogo já chegou à vila de Monchique e as autoridades portuguesas evacuaram a vila e as zonas circundantes. Se estiver nesta área, siga as instruções da polícia e da proteção civil portuguesas. [...] Para sua segurança, não são aconselháveis viagens para a zona de Monchique em qualquer circunstância, até indicação das autoridades portuguesas", lê-se no alerta, a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.

O Algarve é normalmente a zona do país mais procurada por turistas ingleses para realizarem o seu período de férias.
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