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Correio da Manhã

Portugal
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Chamas destroem fábrica

Os vizinhos de uma fábrica de desperdícios têxteis de S. Paio de Oleiros, Feira, acordaram ontem em pânico, ao verem as enormes labaredas, acompanhadas de violentas explosões, subirem aos céus e ameaçarem as suas casas. “Valeu a pronta intervenção dos bombeiros, foram fantásticos”, afirmou José Relvas, morador local.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
 Apesar da pronta actuação dos bombeiros, a fábrica foi destruída
Apesar da pronta actuação dos bombeiros, a fábrica foi destruída FOTO: direitos reservados
Ninguém sabe como começou o incêndio. “Ouvimos grandes rebentamentos, pareciam foguetes. Quando viemos cá fora já as labaredas estavam altas”, explicou Alfredo Tomás, olhando para as chamas a devorarem a empresa. José Relvas, que vive quase paredes meias com aquela empresa, terá sido o primeiro a aperceber-se do incêndio, cerca das 05h00. “Senti as telhas a estalarem e quando olhei pela janela vi as chamas a sair pelo telhado”, afirmou. A mulher entrou em pânico, chorando copiosamente ao ver o fogo ameaçar impiedosamente a casa.
“Chamamos os bombeiros que, em poucos minutos, colocaram no terreno um dispositivo que conseguiu defender não só as casas, como o escritório e o armazém de matéria-prima da empresa Recofil, que se encontrava encerrada desde o início do mês por causa das férias”, explicou José Relvas.
As chamas foram controladas ainda antes das 08h00, quando os bombeiros conseguiram entrar nas instalações, após uma máquina ter derrubado uma das paredes. Os fardos de desperdícios começaram a ser retirados para o exterior, diminuindo assim a carga térmica que estava encerrada nas paredes e permitindo que se iniciassem os trabalhos de rescaldo, que se iriam prolongar pela tarde e noite de ontem.
“Que quer que diga. É a nossa vida a arder”, disse, desanimado, Óscar Rola, um dos sócios da fábrica que emprega 19 pessoas.
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