Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Chefe do EMGFA avisa para necessidade de cooperação para proteger `ciberespaço'

General Pina Monteiro quer envolvimento de "todas entidades com responsabilidades nesta matéria".
24 de Maio de 2017 às 13:34
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O General Artur Pina Monteiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Pina Monteiro, defendeu esta quarta-feira a "necessidade absoluta" de uma cooperação "estreita e ágil" entre os serviços do Estado com responsabilidades na `ciberdefesa´ e `cibersegurança'.

"Não posso deixar de dar grande destaque à necessidade absoluta de criação de mecanismos de cooperação estreitos, ágeis e operacionais entre todas as entidades com responsabilidades nesta matéria que atravessa fronteiras nacionais, mas também transpõe fronteiras institucionais e de competências", disse.

O general Pina Monteiro intervinha numa conferência organizada pela comissão parlamentar de Defesa Nacional intitulada "Ciberdefesa: O desafio do século XXI", na Assembleia da República.

O CEMGFA defendeu que as Forças Armadas devem articular-se com os restantes atores setoriais no domínio da `cibersegurança´ e da proteção das infraestruturas críticas visando manter "o ciberespaço livre e seguro".

"Eu diria que, neste domínio, não pode haver quintais nem quintas", advertiu.

Nesse sentido, Pina Monteiro destacou a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Centro de Ciberdefesa, na esfera das Forças Armadas, e o Centro Nacional de Cibersegurança, no passado dia 9, com competências no âmbito da Administração Interna.

"São evidentes as complementaridades", disse, defendendo que é essencial "uma estreita colaboração e interoperabilidade" entre as duas estruturas, mas também uma cooperação com "forças e serviços de segurança, entidades judiciárias, entidades públicas e privadas e academia".

O Centro de Ciberdefesa foi criado em 2015 e conta com dez militares que coordenam as capacidades de `ciberdefesa´ nos três ramos militares, visando a proteção das redes das Forças Armadas e das estruturas civis da Defesa Nacional.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)