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Correio da Manhã

Portugal
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Chora diante do juiz

Durante as alegações finais do julgamento do ex-segurança da discoteca Sublime acusado de ter esfaqueado e disparado sobre dois clientes, o arguido Carlos Silva não aguentou a emoção e chorou perante o colectivo de juízes, ontem no Tribunal S. João Novo, no Porto. A situação ocorreu após a procuradora do Ministério Público ter pedido a sua condenação pelos dois crimes de ofensas físicas agravadas e a advogada de defesa descrever a precária situação profissional em que se encontra.
12 de Janeiro de 2010 às 00:30
Arguido à chegada ao tribunal, quando foi detido pela PJ do Porto
Arguido à chegada ao tribunal, quando foi detido pela PJ do Porto FOTO: Miguel Pereira

As agressões aconteceram à porta da discoteca, em Abril de 2009. A magistrada deu como provado que o segurança feriu a tiro Madaleno Agostinho e agrediu com uma navalha José Pedro Quicanga, ambos angolanos. O arguido arrisca entre dois e dez anos de prisão. A procuradora baseou-se na confissão de Carlos Silva, que durante o julgamento admitiu ter usado a faca. No entanto, o arguido negou ter alvejado uma das vítimas. "Apesar de desmentir, todas as testemunhas o confirmam", disse a magistrada.

A defesa pediu que o ex-segurança seja apenas condenado por um crime de ofensa à integridade física simples, uma vez que "a prova feita não pode permitir conclusões simplistas do Ministério Público". A advogada do arguido considerou que os testemunhos apresentados pela acusação "foram moldados".

Disse ainda que Carlos "já sofreu uma pesadíssima pena por estes factos. Perdeu um emprego e já foi julgado pelos seus pares, tendo sido excluído enquanto marinheiro no Instituto de Socorros a Náufragos". A sentença está marcada para 4 de Fevereiro, às 14h00.

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