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Correio da Manhã

Portugal
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Cinco anos por matar filho

Uma mulher acusada do homicídio do filho foi esta sexta-feira condenada a cinco anos de prisão com pena suspensa, quando a lei prevê para este crime uma moldura penal entre os oito e os 16 anos de prisão.
20 de Junho de 2008 às 18:31

O colectivo de juízes do Tribunal de Alenquer fez despender a suspensão da pena à obrigatoriedade da arguida Ana Virgínia Sardinha ser acompanhada de tratamento psicológico ou psiquiátrico no Brasil, o país de onde é natural, remetendo os respectivos relatórios anuais para o processo.

O Tribunal teve ainda em conta que a arguida não tem antecedentes criminais e de ter tido bom comportamento durante a prisão preventiva.

No entanto, Ana Virgínia foi considerada culpada do crime de homicídio simples do filho, de seis anos, através da intoxicação medicamentosa. O colectivo considerou ainda que a arguida teve uma culpa média por não conseguir aceitar o fim de uma relação afectiva e por estar longe da família, num país estranho.

Os factos remontam a Junho de 2005, quando Ana Virgínia conheceu um português através da Internet. Aliciada viajou para Portugal com o filho, instalando-se na casa do companheiro em Alenquer. Em julgamento, a arguida confessou que os problemas começaram logo na primeira semana e que poucos dias depois foi aconselhada por ele para regressar ao Brasil. No dia dos factos, Ana Virgínia estava a fazer a mala para regressar ao seu país, mas como o filho não queria ir embora, por já ter feito amigos, deu-lhe medicamentos para o adormecer, numa dose 18 vezes superior à terapêutica recomendada.

O tribunal deu como provado que a arguida não tinha intenção de matar.

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