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Correio da Manhã

Portugal
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Cinco raptados em caves

Durante dois dias, em Março de 2006, cinco homens ligados ao tráfico de droga foram mantidos em cativeiro em arrecadações e caves da Quinta da Princesa e Bairro do Jamaica, Seixal, debaixo do olhar de um feroz pitbull.
2 de Março de 2010 às 00:30
Doze presos obrigaram a fortes medidas dos Serviços Prisionais
Doze presos obrigaram a fortes medidas dos Serviços Prisionais FOTO: Vítor Mota

Raptados, espancados e amarrados – tudo porque foram intermediários num negócio de compra de cocaína que resultou numa ‘banhada’ de um traficante romeno: este desapareceu, até hoje, com uma pasta com 250 a 300 mil euros. Os 17 acusados de envolvimento no rapto começaram ontem a ser julgados.

O negócio ia ser feito junto ao Oeiras Parque. Dois compradores levaram o dinheiro a um intermediário, que por sua vez, num café de Alcântara, entregou-o a um romeno, que fugiu sem fornecer a droga. Sem cocaína nem dinheiro, os compradores chamaram amigos dos referidos bairros que, com revólveres, caçadeiras e até uma metralhadora, raptaram cinco das pessoas que participaram no negócio.

Foram fechados, agredidos e amordaçados nas caves, onde foram vigiados por alguns dos arguidos que ontem se sentaram no banco dos réus do Tribunal do Seixal, por cinco crimes de raptos, tráfico, falsificação de documentos e posse ilegal de armas.

PORMENORES

DOZE EM PREVENTIVA

Dos 17 arguidos, doze encontram-se em prisão preventiva, estando cinco em liberdade.

ORDENS PARA MATAR

A libertação de dois dos cinco sequestrados foi negociada com um traficante, que na altura estava preso. Chegou a haver ordens para matar os outros.

SITUAÇÃO ILEGAL

Alguns dos arguidos são de Cabo Verde e encontram-se em situação ilegal em Portugal.

‘CÁRCERE PRIVADO’

Dois anos e meio depois, a PJ avançou para as detenções, na operação ‘Cárcere privado’

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