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Correio da Manhã

Portugal
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Cinquenta e sete guardas da cadeia de Vale de Judeus de baixa por doença

Um terço dos 155 guardas está contra o chefe, acusado de incompetência.
Miguel Curado 28 de Janeiro de 2017 às 08:14
Cadeia de Vale de Judeus tem neste momento 497 reclusos, a cumprir 8 ou mais anos de prisão, em quatro pavilhões
Cadeia de Vale de Judeus tem neste momento 497 reclusos, a cumprir 8 ou mais anos de prisão, em quatro pavilhões FOTO: Carlos Barroso
Cinquenta e sete guardas prisionais da cadeia de Vale de Judeus – que tem um efetivo total de 155 guardas – estão de baixa médica desde finais do ano passado, apurou o CM. Todos estão contra o chefe dos guardas, acusando-o de nunca ter entrado em nenhum dos quatro pavilhões.

Vale de Judeus é considerada uma das cadeias mais perigosas do País. Tem 497 reclusos, em quatro pavilhões, todos a cumprir penas iguais ou superiores a oito anos de cadeia. Vários arguidos do processo Noite Branca do Porto cumprem ali pena, por exemplo, bem como os reclusos ligados a ‘gangs do multibanco’.

Na origem do descontentamento dos guardas está o respetivo chefe. Há dois anos em Vale de Judeus, é acusado de desconhecer as suas funções. Prova disso, salientam fontes prisionais, "é a recente agressão a um guarda e a não punição de um recluso apanhado a fugir". "Devido às baixas, as rondas por pavilhão estão a ser feitas por dois guardas", diz a mesma fonte. Jorge Alves, do Sindicato da Guarda Prisional, diz-se preocupado "com a moral dos guardas". Mas os Serviços Prisionais dizem "não ter razões para desconfiar das baixas", negando "impacto na segurança da cadeia".
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