A cada hora que passa pelo menos dois portugueses ficam sem os seus telemóveis. Perto de 50 por dia. Muitos destes equipamentos servem como moeda de troca para a compra de droga, mas a maioria é para uso pessoal dos ladrões.
Entre Janeiro de 2004 e Setembro de 2005 a PSP recebeu 34 488 participações por furto, roubo ou extravio de telemóveis. O número de equipamentos levados (39 521) e maior que o de vítimas (31 228) já que algumas pessoas possuem vários telefones ou foram mais que uma vez assaltadas, e alguns dos lesados são lojas que viram desaparecer mais de uma centena de aparelhos num só roubo. O valor dos telemóveis desaparecidos eleva-se a mais de oito milhões de euros.
O tipo de crime mais praticado é o furto, com 12 756 ocorrências em 2004 e 9514 nos primeiros três trimestres do ano passado. Também se verificam muitos roubos, ou seja, crimes com recurso à violência. Em 2004 verificaram-se 5195 casos e em 2005 (até Setembro) 3569.
A força física (1416 ocorrências de Janeiro a Setembro de 2005), a utilização de armas brancas (977 no mesmo período) e as ameaças ou coacções psicológicas (641) são as formas mais comuns de os meliantes efectivarem os roubos. Verifica-se também alguma incidência da utilização de armas de fogo, com 234 situações participadas à PSP no período referido. Menos expressão têm os roubos com uso de seringas (35) e sprays (apenas quatro situações registadas). De resto, os assaltantes chegam a utilizar venenos ou produtos químicos (cinco roubos) e até instrumentos de trabalho (quatro).
É na via pública que os assaltantes preferem praticar os crimes. Dos 13 083 furtos e roubos participados à PSP entre Janeiro e Setembro de 2005, 7041 foram praticados na rua e 232 nos transportes públicos. Novecentos ocorreram em estabelecimentos comerciais.
Mais de metade dos suspeitos têm entre 16 e 24 anos. Existe também um menor número de jovens com menos de 16 anos que se dedica a este tipo de actividade. Dos crimes participados em 2005, 6917 foram praticados por brancos, 3829 por negros e 385 por pessoas de etnia cigana.
POUCOS LADRÕES 'CAÇADOS'
Segundo dados fornecidos pela PSP, dos perto de 13 mil indivíduos tidos como autores dos roubos e furtos participados entre Janeiro e Setembro de 2005, apenas 173 foram detidos e 123 foram constituídos arguidos. Em 2004 foram detidos 560 suspeitos, mas só 58 chegaram a ser constituídos arguidos. Os roubos e furtos de telemóveis devem-se principalmente a duas razões, segundo explicou fonte da PSP: “O que temos mais são jovens que furtam telemóveis para os usarem até serem bloqueados ou para venderem chamadas. A PSP faz regularmente operações em colaboração com as operadoras. No âmbito dessas operações, no Martim Moniz, em Lisboa, são apreendidos muitos aparelhos que ali são utilizados para a venda de chamadas.” Outra fatia dos aparelhos roubados destina-se à venda e muitas vezes são utilizados como moeda de troca para a compra de estupefacientes.
BLOQUEAR APARELHO É IMPORTANTE
Quando um telemóvel é roubado o seu proprietário deve fazer a participação à PSP ou GNR e, em seguida, dirigir-se a um balcão da sua operadora para bloquear o cartão SIM e, se possível, o telemóvel, através do IMEI (International Mobile Equipment Identity), a ‘impressão digital’ do aparelho. As três operadoras nacionais possuem serviços que permitem o bloqueio não só do cartão, mas também do telefone. As empresas pedem aos clientes uma prova de compra do telemóvel, a queixa às autoridades e um documento de identificação pessoal. É necessário que o cliente saiba o IMEI – 15 algarismos que identificam cada um dos equipamentos. Na maioria das marcas para se saber o IMEI basta digitar *#06# para aparecer o número no ecrã.
ASSINATURAS SÃO MAIS QUE PORTUGUESES
As assinaturas de serviços de telemóveis em Portugal ultrapassaram os 11,1 milhões no final do terceiro trimestre de 2005, o que representa uma taxa de penetração de 105,8 por cento. Estão a ser desenvolvidos novos mecanismos de segurança no que diz respeito à garantia da integridade do IMEI. O Ministério da Administração Interna criou um grupo de trabalho, do qual fazem parte operadoras, para estruturar um plano de acção que leve à redução e prevenção deste tipo de crime.
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