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Correio da Manhã

Portugal

CIRCULAR A SOLUÇOS

Automobilistas e comerciantes mostravam-se ontem inconformados face ao encerramento (parcial) ao trânsito da Rua da Madalena - onde a Câmara Municipal de Lisboa vai, durante seis meses, proceder a obras de recuperação em 44 prédios -, uma artéria considerada por profissionais do volante como fundamental na ligação da zona da Estação de Santa Apolónia ao Largo do Martim Moniz.
8 de Julho de 2003 às 00:00
A Rua da Madalena, na Baixa de Lisboa, vai transformar-se num enorme estaleiro
A Rua da Madalena, na Baixa de Lisboa, vai transformar-se num enorme estaleiro FOTO: Jordi Burch
Para os automobilistas, o desconhecimento da situação e de alternativas era ontem resolvido com a ajuda de agentes da PSP. E o trânsito na zona processava-se aos soluços, num constante pára-arranca.
E a propósito de défice de informação, fonte da autarquia esclareceu que, “para lá das reuniões com a Junta de Freguesia da Madalena, moradores e comerciantes da zona, e do mapa com os trajectos alternativos exposto na própria sede da Junta”, “existem ‘outdoors’ bem expostos a anunciar a obra e a pedir desculpa pelos incómodos causados” e “foram distribuídos dez mil folhetos informativos no correio de todos os moradores nessa freguesia e nas áreas mais próximas”.
No entanto, e pelo que vimos, essa informação não está a ser suficiente. Um condutor vindo da Rua da Conceição parou no Largo da Madalena e perguntou? “Para ir para o Martim Moniz tenho de ir dar a volta ao Castelo? E o polícia respondeu: “Não. O senhor vira ali na primeira à esquerda, na Travessa do Almada e depois tem sentido único até ao Martim Moniz.” Mas um morador na zona foi bem ‘radical’: “É melhor os automobilistas esquecerem a Rua da Madalena por seis meses... ou mais.”
No entanto, uma simples placa a indicar o caminho para o Martim Moniz à entrada da Travessa do Almada resolvia, só por si, muitas dúvidas e ajudava a fluir o trânsito.
Já quanto ao comércio instalado nas duas zonas interditas da Rua da Madalena, a situação é preocupante.
“Já recebi telefonemas de clientes habituais a dizer que não vinham, porque o trânsito aqui devia estar uma confusão enorme e seria muito difícil estacionar”, contou ao CM José Barbosa, proprietário de um restaurante.
E António Coelho, empregado numa loja de ferragens, no n.º 39, assegurou: “Se antes se vendia pouco, agora vamos vender muito menos. E não acredito que este isolamento vá durar apenas seis meses.”
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