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Correio da Manhã

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Circuncisão reduz o risco de contágio de Sida

Especialistas e investigadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), acreditam que a circuncisão pode ser uma táctica de combate à Sida e reduzir o número de homens infectados, de acordo com um estudo publicado na revista 'Public Library of Science Medicine'.
11 de Julho de 2006 às 12:09
O estudo divulgado revela que se todos os homens se submetessem à circuncisão nos próximos 10 anos poderia evitar-se dois milhões de novos casos e 300 mil mortes provocadas pelo vírus da imunodeficiênica humana (HIV).
O cientistas justificam que os homens circuncidados correm menor risco de infecção porque o prepúcio é formado por células que são mais sensíveis às infecção, além disso o vírus da Sida pode sobreviver melhor no ambiente quente e húmido proporcionado pela parte inferior do prepúcio.
Este estudo teve como base uma investigação realizada pelo médico Bertran Auvet, do Instituto Nacional Francês para a Investigação, e por especialistas da OMS, que descobriram no ano passado, na África do Sul, que os homens submetidos à circuncisão tinham 65% menos possibilidades de contrair o vírus da Sida.
De acordo com os autores deste estudo a circuncisão é uma prática comum na África Ocidental, que revela um baixo número de casos de Sida. Os cientistas apelam à cautela nesta questão, pois a circuncisão não é uma cura para a Sida, é sim uma técnica que diminui em muito o risco de contrair o vírus.
Os cientistas afirmam que “a circuncisão masculina poderia evitar seis milhões de novas infecções e salvar três milhões de vidas na África sub-sahariana nos próximos 20 anos”. Em termos globais o procedimento reduziria as infecções em cerca de 37%.
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