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CM e CMTV entregam moção no parlamento sobre prevenção de incêndios

Documento resulta da iniciativa 'CM Não Esquece! - Juntos Contra os Incêndios' e reúne várias propostas dos portugueses com vista a evitar tragédias.
Ângela Gonçalves Marques 14 de Março de 2019 às 21:40
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CM e CMTV entregam moção no parlamento sobre prevenção de incêndios

O Correio da Manhã e a CMTV entregaram esta quinta-feira uma moção no parlamento sobre a prevenção dos incêndios florestais. O documento resulta da iniciativa 'CM Não Esquece! - Juntos Contra os Incêndios', e reúne várias medidas propostas pelos portugueses com vista a evitar tragédias como as de 2017.

"O que aconteceu em 2017 foi um drama nacional e é de grande relevância que o Correio da Manhã tenha tido a perceção que não se pode repetir", destacou José Matos Correia, vice-presidente da Assembleia da República.

Depois dos incêndios de 2017, o Correio da Manhã recolheu centenas de propostas dos portugueses sobre como prevenir novas tragédias e debateu-as em 15 conferências por todo o país. O resultado é a moção que foi entregue no Parlamento.

O documento apresenta cinco propostas: Criminalização dos incendiários, vigilância dos territórios e intervenção das forças militares, ordenamento florestal e desenvolvimento económico do interior, limpeza das matas e educação, formação e sensibilização.

"O ‘CM Não Esquece! - Juntos Contra os Incêndios’  foi uma forma de explicar que, em Portugal, ninguém pode morrer por causa dos incêndios. Isso não pode repetir-se", referiu Carlos Rodrigues, director-executivo do Correio da Manhã e da CMTV, destacando também que o documento resulta do contributo de "milhares e milhares de leitores, internautas e telespectadores".

Para a deputada socialista Susana Amador, as propostas "são muito meritórias" e refletem sobre "um problema nacional que tocou na alma de todos os portugueses".

Do lado do PSD, António Costa Silva fez questão de sublinhar que o "Correio da Manhã está presente no interior de país de uma forma que o Estado, muitas vezes, não consegue" e que por isso a moção reflecte o olhar dos portugueses.

Para Teresa Caeiro, do CDS-PP, o documente pretende manter na agenda política a problemática dos fogos e por isso é um "ato de verdadeira cidadania".

Já o bloquista Pedro Filipe Soares reconhece que "o poder político tem de ser estimulado por iniciativas da sociedade civil como esta".

Jorge Machado, do PCP, fez também questão de destacar que a "moção permite alimentar a discussão política e torno do tema".

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