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Correio da Manhã

Portugal
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Colhido pelo INEM à porta de casa

Domingos Rodrigues, 54 anos, tinha ido deitar o lixo ao contentor. Andou 60 metros em cima do capot da VMER até que a tripulação se apercebeu do corpo.
6 de Fevereiro de 2014 às 08:06
Familiares e amigos de Domingos Rodrigues (foto peq.) juntaram-se ontem no local onde o homem foi atropelado
Familiares e amigos de Domingos Rodrigues (foto peq.) juntaram-se ontem no local onde o homem foi atropelado FOTO: cmtv

Ele nem atravessou a estrada. Estava a voltar a casa depois de despejar o lixo no contentor, que fica do mesmo lado da rua, quando foi atropelado à frente do portão dele". Foi desta forma que Aníbal Pinto descreveu ao CM como o cunhado, Domingos Rodrigues, de 54 anos, foi mortalmente atropelado por uma viatura do INEM, anteontem à noite, na EN15 em Guilhufe, Penafiel.

Eram 20h30 e Domingos regressava a casa, com a lata do lixo vazia, quando foi colhido numa reta pela VMER, que seguia em marcha de urgência do Hospital Padre Américo, ali perto, para Freamunde. A viatura colheu o homem, que andou 60 metros em cima do capot até que a tripulação se apercebeu do corpo e parou. "Ele entrou pelo vidro da frente e ficou no meio dos tripulantes. Quando eles pararam, ele caiu um metro à frente do carro. Já estava morto", continuou o familiar.

O enfermeiro e o médico saíram da VMER e voltaram atrás para perguntar a um vizinho "quem é que caiu em cima do carro". Ainda fizeram manobras de reanimação até chegarem outros colegas do INEM e os bombeiros, depois de alertarem o 112. A esposa da vítima, que foi à rua ver o que se passava porque se ouviam sirenes, não reconheceu o marido. Só soube depois da notícia.

Ontem, o INEM lamentou o caso e disse que ia acionar o seguro para ajudar a família, que já está a ter apoio psicológico. "O delegado do INEM já esteve connosco. Mas a família vai meter um processo judicial contra o INEM", adiantou Aníbal Pinto.

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