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Correio da Manhã

Portugal
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Comandante de posto e guarda sob suspeita de peculato na GNR

Gratificados estão sob suspeita na Ericeira.
Miguel Curado 4 de Setembro de 2019 às 08:32
GNR
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O comandante e um guarda do posto territorial da Ericeira, Mafra, foram transferidos para outros locais do comando de Lisboa, por estarem a ser investigados num inquérito-crime por peculato. Há um terceiro militar a ser investigado no mesmo processo.

Os factos em causa terão chegado ao conhecimento do Ministério Público há cerca de dois anos. O CM sabe que a queixa começou por ser apresentada anonimamente à GNR, e depois remetida por esta às autoridades judiciais. A denúncia referia que os três militares realizavam serviços gratificados, pagos por outras empresas, durante os respetivos horários de trabalho.

Estes serviços, sabe o CM, terão dado benefícios monetários aos três. A denúncia revela a existência de crimes de peculato, algo que, segundo o que fonte oficial da Procuradoria-Geral da República disse à Lusa, está agora em investigação num inquérito-crime que, para já, não tem arguidos constituídos.

Existem, sabe o CM, mais militares do mesmo posto e de postos circundantes que poderão vir a ser ouvidos nesta investigação.
A Associação Nacional de Sargentos da GNR (ANSG) repudiou ao CM "toda e qualquer atividade ilícita, em especial a que é praticada no exercício de funções".

A ANSG refere, no entanto, "não achar correto que um inquérito-crime, feito com base numa denúncia anónima, atinja assim três militares". "O tratamento costuma ser diferente em situações envolvendo militares", conclui a associação.
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