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Correio da Manhã

Portugal
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COMANDANTE PACIFICADOR

O comandante do Destacamento Territorial de Tomar da GNR, Joaquim Delgado, conseguiu juntar à mesma mesa os responsáveis pelo projecto da rede de rega da barragem do Carril e travar a contestação dos agricultores.
12 de Abril de 2003 às 00:02
O capitão Joaquim Delgado serviu de mediador entre os opositores
O capitão Joaquim Delgado serviu de mediador entre os opositores FOTO: Cláudio Garcia
Os proprietários dos terrenos acusavam a Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO) de querer instalar o sistema à força nas suas terras, obrigando-os depois ao pagamento de taxas para manutenção da rede.
Como não estavam dispostos a pagar uma infra-estrutura com a qual não concordavam, os contestatários temiam que os seus terrenos fossem expropriados por falta de pagamento das taxas, como está previsto na Lei.
Revoltados, os agricultores da freguesia de S. Pedro juntaram-se a 27 de Março, para fazer frente aos técnicos da DRARO e impedir o avanço das máquinas. Chamado ao local para garantir a ordem pública, o capitão Joaquim Delgado apercebeu-se da falta de diálogo entre as partes e resolveu assumir a posição de mediador do conflito, convocando os responsáveis de várias entidades para uma reunião de trabalho.
O encontro decorreu no quartel da GNR, no dia 31 de Março, e no final todos saíram satisfeitos com as soluções encontradas para a resolução dos vários problemas apontados pelos proprietários. No seguimento da reunião, foi assinado um protocolo entre a DRARO, Associação Ambiental e Agrícola de Vale da Ribeira da Lousã e Câmara de Tomar, destinado a não penalizar os agricultores.
O documento foi submetido ontem à noite à aprovação dos proprietários.
O PROCESSO
MANIFESTAÇÃO
Os agricultores e proprietários de terrenos situados na freguesia de S. Pedro, em Tomar, manifestaram-se contra o avanço da rede de rega da barragem do Carril a 20 e 27 de Março. As concentrações visaram impedir a entrada nas terras dos técnicos da DRARO.
QUEIXAS
As queixas dos agricultores foram expostas directamente aos responsáveis das entidades envolvidas no processo, a 31 de Março. A reunião foi promovida pelo comandante do Destacamento Territorial de Tomar da GNR, que se apercebeu da falta de diálogo entre as partes.
SOLUÇÃO
A 4 de Abril foi assinado um protocolo, onde a DRARO se compromete a propor uma alteração à Lei destinada a não penalizar os agricultores. No documento, a Câmara Municipal de Tomar assume o pagamento de taxas a cobrar às pessoas mais carenciadas.
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