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Correio da Manhã

Portugal
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Comandos regressam com dever cumprido

Foi no meio de saltos, gritos e algumas lágrimas de alegria que os 151 militares portugueses, na maioria comandos, há seis meses em missão no Afeganistão foram recebidos, na madrugada de ontem, no aeroporto do Figo Maduro, em Lisboa.
31 de Agosto de 2006 às 00:00
“Ele está tão grande”, disse Diogo Campos ao abraçar o filho, também Diogo, de onze meses. Quando, a 17 de Fevereiro, o pai partiu para o Afeganistão, o Diogo filho foi despedir-se com a farda de Comando. Desta vez foi apenas com a boina vermelha e uma camisola onde se lia ‘Adoro-te pai’, porque a farda já não servia. “Agora vai ter de usar a minha”, brincou o pai.
Em relação à comissão que acabava de cumprir Diogo Campos disse: “Não foi uma missão difícil porque estávamos bem preparados. Correu tudo muito bem, mas estou feliz por ter voltado. Se Deus quiser ainda vamos para o Líbano”.
Momentos antes do avião fretado pelo Exército ter tocado solo português, Vítor Gomes, pai do comando Ricardo, de 22 anos, recordava os tempos que tem passado afastado do filho.
“Quando falo nele vêm-me as lágrimas aos olhos, mas são lágrimas com muito orgulho. É com muito orgulho que estes homens foram para o Afeganistão, porque foram ajudar um povo, principalmente as crianças.” Mas quando Ricardo e os restantes militares chegaram ao Figo Maduro foram lágrimas de alegria que verteu.
“Tão depressa não quero fazer outra missão”, disse Ricardo, que esteve um ano no Afeganistão, apenas com um interregno de duas semanas que passou em Portugal, já que cumpriu duas comissões.
“Foi uma missão difícil devido ao clima quente, à sensação de insegurança e à distância da família. De qualquer forma a família, através dos contactos que fazemos, dava-nos força e alguma serenidade”, acrescentou o militar Ricardo Gomes.
RELATOS DE MILITARES
"ESTOU ORGULHOSO" (EDUARDO LOPES, 25 ANOS)
“Correu tudo bem. Estou orgulhoso pelos Comandos e por Portugal, e estou feliz por termos chegado todos bem. Foi uma missão difícil, mas ultrapassámos as dificuldades por sabermos que cumprimos o nosso dever.”
"MISSÃO FOI MUITO DIFÍCIL" (ANTÓNIO CAVACO, 21 ANOS)
“A missão foi muito difícil, foi--nos ao pêlo. Tinha muitas saudades da namorada e da família, mas quando estamos lá fora tentamos esquecer tudo porque são as nossas vidas e as vidas dos outros que estão em causa.”
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