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Correio da Manhã

Portugal
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ANAREC estima que 40% dos postos da rede estejam já inativos ou em rutura de 'stock'

Existem também preocupações com a situação do canal de revenda de gás engarrafado propano e butano.
Lusa 17 de Abril de 2019 às 11:54
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Filas intermináveis nas bombas de combustível param estradas de Portugal
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Filas intermináveis nas bombas de combustível param estradas de Portugal
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Filas intermináveis nas bombas de combustível param estradas de Portugal

 A Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) estimou esta quarta-feira que cerca de 40% dos postos da rede nacional estejam neste momento inativos ou em situação de pré-rutura de 'stock', com tendência para aumentar nas próximas horas.

"O número que nós temos neste momento é que entre postos que já estão inativos, ou seja, que já não disponibilizam combustível aos seus clientes e também em pré-rutura, a ficar em rutura de 'stock', estimamos que seja cerca de 40%, mas com tendência a aumentar a cada hora que passa e transversal a todo o país", disse o presidente da ANAREC, Francisco Albuquerque.

"Confirmamos que a situação do final do dia de ontem se agravou muito devido ao elevado número de viaturas em abastecimento. É já um número muito significativo de postos, na ordem das centenas, que estão sem combustível e outros muito próximo do ponto de rutura do 'stock', com especial incidência nos grandes centros urbanos e no sul do país, em especial no Algarve", disse.

O responsável está também preocupado com a situação do canal de revenda de gás engarrafado propano e butano, havendo já registo das "primeiras ruturas", com tendência igualmente para agravar, uma vez que se trata "de um bem de primeira necessidade".

Para Francisco Albuquerque a situação é "insustentável" pelo que as partes "envolvidas devem sentar-se à mesa a negociar".

"Perante este cenário e perante o facto de evidentes problemas graves que esta paralisação poderá vir a trazer será muito importante as partes envolvidas sentarem-se à mesa e fazerem um esforço real para resolver a situação. Este impasse é insustentável e não é apenas com os serviços mínimos ou com a requisição civil que podemos resolver esta situação", disse.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas "praticamente" com a rede esgotada.

O primeiro-ministro admitiu alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está "inteiramente assegurado" para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.

Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

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