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Correio da Manhã

Portugal
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COMERCIANTE ACUSA CABO DA GNR

Uma antiga abastecedora da messe de Beja da Guarda Nacional Republicana acusa o responsável da mesma de lhe estar a dever cerca de 3500 euros e de lhe ter proposto fazer o pagamento da dívida utilizando verbas da messe, através de dupla facturação.
28 de Dezembro de 2002 às 00:00
O caso remonta a 2000 – ano em que deixou de abastecer aquela casa –, e de então para cá, como esclareceu Maria Emília Vultos, a alegada lesada, foi já vítima de "umas três agressões por parte do cabo Isabel e, por ordem dele, fui detida duas vezes". A justiça tem já o caso em mãos.

"Como família". É desta forma que a queixosa se refere ao seu relacionamento e de seu marido com o cabo Isabel, um homem que conheceram aquando do início do abastecimento, em 1998. Por essa razão, afirma que o auxiliaram quando lhes foi pedida a referida quantia. Neste momento lamentam terem acedido ao alegado pedido do cabo de que a quantia lhe fosse dada em dinheiro, e não em cheque, como pretendiam.
"Agora, é-nos bastante mais difícil provarmos a dívida", afirma José Vultos, marido de Maria Emília.

Acordado terá ficado na altura o pagamento em duas vezes. “Neste momento ele diz que nada nos deve”. No caso de voltar a reaver a verba que afirma ter emprestado, José Vultos irá entregá-la a uma instituição de solidariedade.

Contactado pelo CM, o cabo afirmou que só falará em tribunal.

A aguardar o desenrolar da justiça está também o Comando-Geral da GNR, que não afasta a hipótese de abertura de um processo de averiguações.
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