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Correio da Manhã

Portugal
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COMERCIANTES FECHAM LUZES EM PROTESTO CONTRA HIPER

As lojas do centro histórico de Viana do Castelo vão hoje estar às escuras como forma de protesto contra uma grande superfície comercial que vai ser construída no futuro interface da cidade, situado nas traseiras da Estação de Caminhos-de-Ferro.
12 de Julho de 2002 às 21:45
O 'apagão' de protesto, que foi aprovado em assembleia-geral da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), vai repetir-se nos restantes dois sábados deste mês, dias 20 e 27, com o objectivo de sensibilizar o maior número possível de pessoas para a ameaça que aquela área comercial representa para o comércio tradicional.

De acordo com o director--geral da AEVC, João Valença, o objectivo da iniciativa, a que aderiram praticamente todos os comerciantes da cidade, é mostrar aos habitantes locais como as ruas ficam bastante mais feias sem as luzes das montras acesas.

“Quando virem isto tudo às escuras vão perceber o que poderá acontecer quando, por causa do novo centro comercial, começarem a fechar muitas das lojas do comércio tradicional”, referiu João Valença.

O responsável disse que a AEVC não vai ficar por aqui e pretende requerer junto do Tribunal Administrativo o embargo do interface, por considerar que a obra é ilegal, devido à falta de um plano de pormenor.

Porém, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Defensor Moura, já se mostrou tranquilo em relação a esta questão, afirmando mesmo que não será necessário efectuar qualquer plano de pormenor, mas apenas um estudo de enquadramento.
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