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Correio da Manhã

Portugal

Comércio pede mais iniciativas na Baixa

"É urgente animar a Baixa", reclamam os comerciantes da zona mais antiga de Lisboa, que exigem mais iniciativas e segurança para dinamizar o "coração" da capital. Quando as lojas fecham, as ruas da Baixa pombalina ficam desertas, os habitantes são poucos, os prédios estão degradados e as lojas tradicionais fecham por falta de clientes.
5 de Dezembro de 2010 às 00:30
A pista de gelo, que afinal é de plástico, tem atraído milhares de pessoas à Baixa pombalina
A pista de gelo, que afinal é de plástico, tem atraído milhares de pessoas à Baixa pombalina FOTO: Jorge Paula

Para dinamizar a Baixa em época natalícia está instalado um carrossel francês e uma pista que a autarquia lisboeta anunciou ser de gelo mas que, na verdade, é de plástico. Uma substituição que Vítor Ferreira, director-geral da empresa de eventos PA Leading, diz ter vantagens económicas e de eficiência energética, para além de ser mais segura para o utilizador. O patinador Daniel Santos, de 23 anos, assegura que "é mais fácil aprender a patinar numa pista de plástico, porque escorrega menos". A iniciativa é da Câmara de Lisboa e da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, patrocinada pela Santa Casa da Misericórdia, que contribuiu com 70 mil euros.

"Os tempos são de grande dificuldade, o que entristece os portugueses, mas o Natal não pode ser triste. A Baixa tem de ter atracções", defende o comerciante Gil Sá, de 52 anos. Mas, para a maioria dos lojistas que ainda resiste nas praças e ruas da baixa, estas iniciativas ficam aquém das expectativas e não se traduzem num aumento de vendas. Reconhecendo que há mais movimento na Baixa, a responsável pela loja Camisaria Primaz, Fernanda Neves, de 54 anos, culpa as lojas dos chineses pelo mau negócio e pela desertificação da zona. E lança o desafio: "a Baixa devia ser dinamizada o ano inteiro, porque os comerciantes não vivem dos ganhos com as vendas de Natal. A zona está ao abandono e a cair de podre". Ideia semelhante tem Jorge Vieira, do restaurante Pic-Nic. "A Baixa é actualmente um centro turístico. Há muitos roubos e as pessoas têm medo. O preço do estacionamento é pouco atractivo".

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