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Correio da Manhã

Portugal
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Comida saudável nas escolas

O Governo prevê regulamentar, até final do ano, o tipo de comida que as máquinas distribuídas pelas escolas podem oferecer à população estudantil. Trata-se de uma das medidas que está em estudo no âmbito do Plano Nacional de Combate à Obesidade.
29 de Março de 2006 às 00:00
“Vai haver legislação para limitar e definir o que as máquinas podem lá ter dentro”, disse ontem o presidente da Associação Portuguesa de Ex-Obesos e Obesos de Portugal, Carlos Oliveira, alertando para o facto deste tipo de equipamentos constituir um negócio incalculável para as empresas que dele se alimentam. Quanto às alternativas, estão a ser pensadas.
Refrigerantes, bolos, chocolates ou sandes que duram uma semana são algumas das ofertas que os adolescentes encontram nas máquinas, alimentos considerados como desvios nutricionais por Carlos Oliveira, responsável por um estudo sobre obesidade na adolescência, apresentado ontem em Lisboa.
O estudo que aponta para uma fatia de 14 por cento de jovens, entre os 14 e os 17 anos, com excesso de peso, revela que a grande maioria nada faz para inverter a situação (82 por cento dos 551 entrevistados).
Segundo Carlos Oliveira, mais do que as estatísticas, importa reflectir sobre as causas e os efeitos do excesso de peso. Quanto às causas são explicadas por razões sociais e pelo ritmo de vida das famílias. Já os efeitos têm graves reflexos na saúde e auto-estima dos jovens. Carlos Oliveira sabe do que fala. Tem agora 98 quilos, mas já andou nos 152. Dormia sentado porque, deitado, não conseguia respirar.
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