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Correio da Manhã

Portugal
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Condenada a 5 anos

Foi sem conseguir reprimir as lágrimas que Dinelsa dos Santos ouviu ontem à tarde, no Tribunal de Silves, a sentença que a condenou, em cúmulo jurídico, a cinco anos e dois meses de prisão efectiva pelos crimes de extorsão e de falsificação de que foi vítima Sandra P., uma comerciante de Armação de Pêra, a quem a arguida propôs ‘bruxaria’ para a ajudar a reconquistar namorado. Ao longo de cerca de ano e meio, extorquiu-lhe, de acordo com o Tribunal, "pelo menos 25 mil euros".
27 de Novembro de 2008 às 00:30
Amigos da queixosa e os advogados ouviram ontem a sentença
Amigos da queixosa e os advogados ouviram ontem a sentença FOTO: Miguel Veterano Júnior

Dinelsa dos Santos, de 27 anos, foi ainda condenada a pagar uma indemnização de 30 mil euros à ofendida, por danos patrimoniais e morais. A arguida respondia ainda pelo crime de coacção, do qual foi absolvida pelo tribunal.

O presidente do Colectivo, o juiz Manuel Sequeira, fez questão de salientar que "o Tribunal não tem qualquer tipo de dúvida sobre a veracidade do que aconteceu, tal como foi relatado por Sandra P." "Depois da ‘bruxaria’ inicial, a arguida passou a ameaçar a ofendida, nomeadamente através do telemóvel. Isso não se faz", adiantou.

Além das ameaças, o colectivo de juízes deu como provado que a arguida entrou na posse do BI de Sandra P. e que falsificou uma nota de dívida onde constava a expressão manuscrita: "Estou devendo a Dinelsa 8370€". A ortografia e a própria sintaxe, de português do Brasil, denunciaram a arguida neste caso.

O juiz-presidente sublinhou ainda que as penas a que a arguida foi condenada (quatro anos e dois meses por extorsão qualificada e nove meses por falsificação) "não são para suspender, até porque Dinelsa não mostrou qualquer arrependimento". O advogado da arguida, Rogério Reis, disse ao CM que tenciona recorrer da sentença.

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