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Correio da Manhã

Portugal
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Condenado por emprestar dinheiro em troca de fotos de menores nuas

Tribunal considerou que Manuel Alves, 69 anos, se aproveitou da fragilidade económica de famílias para satisfazer a sua “perversão sexual”.
Nelson Rodrigues 10 de Junho de 2017 às 01:30
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Tribunal de S. João Novo
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Tribunal de S. João Novo
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Arguidos estão presos desde abril de 2016, altura em que foram ouvidos por um juiz de instrução criminal no Porto
Tribunal de S. João Novo
Para o coletivo de juízes do Tribunal de S. João Novo, no Porto, ficou provado que Manuel Alves, 69 anos, se aproveitou da fragilidade económica de famílias para satisfazer a sua "perversão sexual". A troco do empréstimo de dinheiro, o dono de uma imobiliária pedia aos casais com filhas o envio de imagens das menores nuas ou das mães em contactos íntimos com as filhas. O arguido, que está preso, foi ontem condenado a sete anos e meio de cadeia. Terá ainda de pagar 35 mil euros de indemnização a duas das menores abusadas.

Também os pais de duas das vítimas foram condenados à cadeia. Um casal de Lousada, que está preso, foi sentenciado a uma pena efetiva. O pai da menor apanhou cinco anos e três meses de cadeia. Já a mãe da vítima foi condenada a cinco anos. A mãe de outra menor levou uma pena suspensa de dois anos e seis meses. "Os crimes que cometeram foram muito graves. Cumpridas estas penas, espero que não voltem a ter problemas com a justiça", disse o juiz-presidente William Themudo.

No total foram três as vítimas de Manuel Alves. Para aplicar a pena, o tribunal teve em conta as centenas de imagens de cariz sexual e os vídeos de contactos íntimos apreendidos no telemóvel de Manuel Alves, assim como num apartamento nas Antas. Foi ainda valorado o testemunho das três vítimas e das mães de duas das menores, que confessaram integralmente os factos. Os arguidos foram condenados por pornografia de menores, abuso sexual, recurso à prostituição e lenocínio.
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