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Correio da Manhã

Portugal
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Condenados a 12 e a nove anos por roubos de multibanco

Dois homens foram condenados, esta sexta-feira em Lisboa, a 12 anos e a nove anos e meio de prisão por associação criminosa, dezenas de furtos a caixas multibanco e a postos de abastecimento de combustíveis e 'carjacking'.

 

 

19 de Julho de 2013 às 18:21

No total, o processo tinha 11 arguidos, dos quais três foram condenados pelo coletivo de juízes da 4ª. Vara Criminal de Lisboa a cinco anos de prisão. Um sexto arguido foi condenado a quatro anos e meio e um outro a 10 meses, todas penas efetivas, pelo mesmo tipo de ilícitos.

O tribunal aplicou ainda duas penas suspensas - de um ano e meio e de um ano e quatro meses -, e absolveu dois dos acusados, um dos quais Carlos Ramos, condenado em abril, noutro processo, a uma pena de prisão efetiva de cinco anos e dois meses por fazer parte do 'gangue do multibanco'.

Ricardo Alves e Luís Simões seriam condenados, no total dos crimes contabilizados, a mais de 40 anos de prisão, mas, em cúmulo jurídico, o tribunal aplicou a pena única de 12 anos e de nove anos e meio, respetivamente.

O coletivo de juízes decidiu que cinco das sete penas com cinco ou menos anos fossem efetivas e não suspensas, tendo em conta os antecedentes criminais dos arguidos.

Assim, Carlos Semedo, Domingos Varela Moreno e Adelino Lopes Correia terão de cumprir cinco anos de prisão efetiva, Ricardo Santos quatro anos e meio e Telmo Faria 10 meses.

Andreia Carvalho e André Ribeiro foram condenados a penas suspensas de um ano e meio e de um ano e quatro meses de prisão, respetivamente.

Além de Carlos Ramos, o tribunal absolveu também Telmo Ribeiro de todos os crimes.

Para o coletivo de juízes, ficou parcialmente provada a acusação do Ministério Público (MP), uma vez que, das 262 situações constantes do despacho, não foi possível ligar os arguidos aos crimes por os autores estarem encapuzados.

Segundo o despacho de acusação do MP, o grupo atuava de Norte a Sul do país e perpetrou seis assaltos a caixas ATM, tendo arrecadado perto de 118 mil euros.

AGIAM SEMPRE DISFARÇADOS

Os arguidos agiam sempre disfarçados, com planificação completa desta atividade criminosa, e com recurso à utilização das viaturas roubadas para o ataque às ATM, explica a acusação.

Em relação aos assaltos às caixas multibanco, o grupo cortava a caixa com auxílio de uma rebarbadora, retirando do seu interior todas as notas, ou arrancava a caixa na totalidade, transportando-a para longe do local.

Sustenta o MP que os elementos dispunham de apoio logístico em vários armazéns localizados nas zonas de Alcochete, Pinhal Novo e Montijo, onde guardavam as rebarbadoras, pés-de-cabra, embalagens de óleo, roupas, luvas e gorros, material utilizado na prática dos crimes e que veio a ser apreendido pelas autoridades no decorrer das buscas.

Nos seis assaltos, o grupo terá furtado perto de 120 mil euros.

A atividade criminosa dos onze arguidos desenvolveu-se entre junho de 2010 e maio de 2011, data em que foram presos os principais suspeitos.

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