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Correio da Manhã

Portugal
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Condutor alega falhas técnicas

Defesa requereu a abertura da instrução do processo para tentar evitar o julgamento
19 de Setembro de 2013 às 01:00

O condutor do autocarro que se despistou à saída do IC2, em Arrifana, Santa Maria da Feira, provocando uma morte e dezenas de feridos, quer provar que o acidente se ficou a dever a falhas técnicas e não a negligência, como alega o Ministério Público.

O acidente ocorreu no dia 17 de outubro de 2009, quando o pesado transportava 36 elementos do Orfeão de Águeda. A defesa quer evitar o julgamento e pediu a instrução do processo. Ontem, o Tribunal de Santa Maria da Feira ouviu várias testemunhas. O condutor, acusado de um crime de homicídio por negligência – pela morte de Ana Paula Silva, de 44 anos – e 14 crimes de ofensa à integridade física negligente, não esteve presente.

A defesa quer provar que o acidente resultou de falhas no veículo. "Essa situação foi levantada pelos peritos ainda durante o inquérito e parece-me que não foi devidamente analisada", explica a advogada Sónia Andrade, que defende ainda que na perícia efetuada ao autocarro foram detetadas várias deficiências na suspensão e travagem que "comprometem seriamente" as condições de segurança da viatura. A advogada diz também que há "fortes indícios" de o autocarro ter sido intervencionado entre o acidente e a peritagem.

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