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Correio da Manhã

Portugal

CONDUZIA COM BEBÉ AO COLO EM CONTRAMÃO E ALCOOLIZADA

Uma mulher de 37 anos foi detida ontem de madrugada junto do Pinhal Novo, Palmela, por conduzir na A12 em contramão, com uma taxa de álcool de 1,7 g/l, considerada crime, e levar ao colo um bebé de cerca de um ano. As autoridades desconhecem quantos quilómetros o carro andou em sentido contrário. A infractora ficou, para já, em liberdade.
21 de Maio de 2003 às 00:00
Uma patrulha da Brigada de Trânsito (BT), em acção rotineira de fiscalização, foi surpreendida, cerca das 00h40, pela aproximação de um carro, anunciada pelos faróis, que seguia de Setúbal para Lisboa na A12, na faixa contrária de circulação, aquela em que os militares iam.
“O carro não vinha com especial velocidade, mas a patrulha teve de fazer um esforço para evitar a colisão”, contou ao CM um responsável da BT.
O cruzamento das viaturas deu-se ao quilómetro 10,2 da A12, conhecida por Auto-estrada de Setúbal, a qual liga esta cidade a Lisboa, pela Ponte Vasco da Gama. Os militares contactaram a central, que ordenou o fecho das portagens do Pinhal Novo, a um quilómetro de distância.
Enquanto isto, o carro da BT inverteu o sentido da marcha em plena auto-estrada para perseguir a mulher com o bebé ao colo. Fez sinais de luzes e accionou as sirenes para ordenar a paragem, mas a viatura, um Subaru cujo modelo não foi possível apurar, prosseguiu a marcha.
Só parou com o fecho da portagem, o que permitiu a detenção da condutora, residente na área de Setúbal. “A senhora apresentava claros sinais de desorientação. Não dizia coisa com coisa. Nem nos conseguiu explicar como e onde entrou em contramão”, indicou-nos a mesma fonte. “Pensamos que pode ter feito uma inversão de marcha.”
A BT referiu que a infractora “está a atravessar problemas pessoais muito graves”, mas não terá sido por isso que o procurador adjunto do Tribunal de Setúbal determinou que fica em liberdade. É necessário esperar o resultado do exame ao sangue recolhido no Hospital de S. Bernardo, naquela cidade, cujos resultados demoram oito a dez dias e “só quando há reincidência, ou seja, perigo de continuação da actividade, é que costuma ser determinada prisão preventiva”, adiantou-nos a nossa fonte.
A automobilista só sofreu inibição de condução por 12 horas, mas arrisca coima de 240 a 1200 euros e ficar sem conduzir de dois meses a dois anos. E, em termos penais, pode apanhar um ano de cadeia por cada um dos crimes de taxa acima dos 1,2 g/l e de circulação em contramão.
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