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Correio da Manhã

Portugal
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CÓNEGO MELO SUBSTITUÍDO

Os substitutos do cónego Eduardo Melo Peixoto, como deão do Cabido e como vigário geral da arquidiocese de Braga, devem ser anunciados pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, no próximo dia 4 de Janeiro, na habitual reunião de início de ano com os cónegos da Catedral.
28 de Dezembro de 2002 às 00:00
Ao que tudo indica, a cadeira da vigararia deve ser ocupada pelo cónego Valdemar Gonçalves, actual director do Patronato de Nossa Senhora da Torre e pároco das freguesias da Sé e S. João do Souto.
A situação deve ser, no entanto, provisória, já que, há cerca de dois anos, a arquidiocese colocou um jovem sacerdote em Roma, a especializar-se em direito canónico, com o fim de o preparar para assumir o exigente cargo de vigário geral.

Mais complicado parece estar o processo de substituição na liderança do Cabido, na medida em que, apesar de o deão ser nomeado pelo arcebispo, o nome é indicado através de uma votação secreta realizada pelos próprios cónegos.

Ao que o CM apurou, a escolha pode cair no historiador José Marques ou no actual Chantre, Pio Gonçalo de Sousa.

O primeiro, professor catedrático na Universidade do Porto, investigador prestigiado e nacionalmente conhecido, é tido como uma espécie de sucessor natural do cónego Melo, com a vantagem de estar a poucos meses da reforma lectiva e, por isso, de ter toda a disponibilidade para o exercício do cargo. O segundo, professor na Universidade Católica, conta com o apoio da ‘Opus Dei’, o que terá garantido o voto de pelo menos oito dos 18 cónegos efectivos do Cabido. Um dos dois será, certamente, o deão da Catedral a partir de Janeiro.

Quanto ao cónego Eduardo Melo Peixoto, continua a dirigir os Cursos de Cristandade e as confrarias do Sameiro e de S. Bento da Porta Aberta. Para além disso, vai orientar um curso de turismo religioso.
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