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Correio da Manhã

Portugal
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Confinamento resulta em menos 33% de acidentes e mortes nas estradas portuguesas

Dados na ANSR mostram redução da sinistralidade rodoviária nos primeiros 5 meses de 2020.
Pedro Zagacho Gonçalves 30 de Junho de 2020 às 09:43
Acidente entre três carros faz dois feridos graves na A28 em Esposende
Acidente entre três carros faz dois feridos graves na A28 em Esposende FOTO: CMTV

A Autoridade nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) divulgou esta terça-feira os dados sobre sinistralidade e fiscalização rodoviária, referentes aos primeiros cinco meses de 2020 e os números mostram uma queda considerável quer em número de acidentes, quer em número de vítimas (mortos e feridos), quando comparados com dados do período homólogo de 2019, devido ao confinamento motivado pela atual pandemia de coronavírus.

Assim, desde janeiro até maio de 2020, foram registados 9297 acidentes com vítimas nas estradas portuguesas, com 131 mortes declaradas no local ou no transporte para o hospital, 618 feridos graves e 10.826 feridos ligeiros. Comparando com igual período homólogo, houve menos 4531 acidentes com vítimas (- 32,8%) e menos 63 vítimas mortais (-32,5%). Também se registaram menos feridos graves (-26,8%) e leves (35,0%) comparativamente aos dados do mesmo período do ano anterior.

Os dados da ANSR mostram que o acidente mais frequente é a colisão (representa 50,9% dos acidentes com vítimas), apesar de serem nos despistes que se regista maior número de mortes (44,3% de todos os acidentes com vítimas).

A maioria dos acidentes e vítimas ocorreram em arruamentos, registando-se decréscimo nas vítimas mortais em estradas nacionais e auto-estradas.

A ANSR, no seu relatório relata ainda que, no que diz respeito à categoria do utente, quase 62% do total de vítimas mortais em acidentes eram condutores, 21,4% peões e 16,8% passageiros.

No que diz respeito á fiscalização, foram fiscalizados cerca de 46,5 milhões de veículos, um aumento de 31,2% em comparação com igual período de 2019. "Nestas ações foram detetadas mais de 530 mil infrações, o que representou uma redução de 3,0% face ao ano anterior", escreva a ANSR.

Finalmente, nas infrações mais comuns, surge o excesso de velocidade (64,5%). Infrações como a condução sob efeito de álcool, uso de telemóvel e não utilização de cinto de segurança diminuiram em cerca de 80%.

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