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Correio da Manhã

Portugal

Confissão de um suspeito indigna advogado

Fernando Moura, advogado de José Augusto Ferreira, indiciado pela autoria material do homicídio do inspector João Melo, reagiu mal à entrevista que um outro suspeito, Paulo Cunha, deu na sexta-feira à TVI. “Ele aparece agora como uma espécie de herói, revelando factos do processo relativos à perseguição que deu origem à morte do inspector João Melo”, disse ontem Fernando Moura ao CM.
1 de Maio de 2005 às 00:00
A confissão de Paulo Cunha não agradou à defesa de outro arguido
A confissão de Paulo Cunha não agradou à defesa de outro arguido FOTO: Imagem TVI
O advogado garante que não vai deixar passar em claro a entrevista, porque, diz,“foi violado o segredo de Justiça, numa espécie de julgamento antecipado, fora dos tribunais, apenas com um dos arguidos”.
Fernando Moura disse ao CM esperar que o procurador-geral da República, Souto Moura, actue com “rapidez” e “medidas enérgicas” – a fim de evitar, no futuro, que “os arguidos apareçam nas televisões a proclamarem a sua inocência”.
Sobre o processo, Fernando Moura garante ao CM que tudo o que sabe da acusação foi-lhe transmitido pela Comunicação Social: “Estranho que eu e os outros advogados dos arguidos ainda não tivéssemos sido notificados da acusação”.
Fernando Moura afirma conhecer que existem dois processos relativos ao homicídio (embora um não se saiba onde está), “mas eu nunca fui notificado para fazer a conexão processual que poderia juntá-los”, disse.
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