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Correio da Manhã

Portugal
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Conflito na praia segue na Justiça

As divergências entre o dono de dois restaurantes situados no areal da praia da Rocha e os proprietários de um estabelecimento vizinho, que provocaram cinco feridos na noite do passado dia 17 de Julho, vão passar para a esfera judicial, pois as partes preparam-se para apresentar queixa.
20 de Julho de 2008 às 00:30
O dono do Âncora criou rampas para deficientes e crítica proprietários do restaurante vizinho
O dono do Âncora criou rampas para deficientes e crítica proprietários do restaurante vizinho FOTO: Paulo Marcelino

Só Vítor Matos, dono do Âncora 1 e 2, aceitou falar sobre o ocorrido, enquanto os proprietários do restaurante O João preferem o silêncio.

"Ia sozinho, pelo passadiço, e fui agredido verbal e, depois, fisicamente", refere Vítor Matos, dando a seguir conta das razões que, na sua óptica, estão na origem da crispação com os vizinhos: "Pararam no tempo. Estão aqui há 40 anos mas não são capazes de inovar. Criei rampas para deficientes e quero pôr duches e lava-pés para os clientes, estando a preparar os projectos."

Vítor Matos pede desculpas "à Câmara de Portimão, à Capitania e à CCDR-A" e garante "não fui eu a começar a guerra, pois estava a passar e fui agredido pelos donos do restaurante O João e pelo filho."

Os conflitos conheceram uma pausa e reacenderam pouco depois "quando surgiu um jipe a alta velocidade." Nos confrontos que ocorreram a partir desse momento foram utilizados diversos objectos contundentes.

Nessa ocasião, foi envolvido um chefe da fiscalização da Câmara de Portimão e ainda o seu filho. O funcionário da autarquia terá colocado o lugar à disposição do presidente da edilidade.

Cinco pessoas necessitaram de receber tratamento hospitalar, devido aos ferimentos sofridos.

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