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Correio da Manhã

Portugal
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CONFUSÃO EM MELIDES

A interdição das praias perto da Lagoa de Melides decidida pela Direcção Regional do Ambiente nunca existiu porque as autoridades de saúde, as únicas com competência para o fazer, não decretaram a proibição por falta de motivos.
12 de Julho de 2003 às 00:00
Apesar da morte de milhares de peixes, a praia não esteve interdita
Apesar da morte de milhares de peixes, a praia não esteve interdita
Carlos Silva Santos, coordenador da entidade a quem a lei dá a competência exclusiva de recomendar ao público a proibição de banhos nas praias de Melides e Santo André, o Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, firmou que aquelas duas estâncias balneares "nunca estiveram interditas".
Após o desastre ecológico da Lagoa de Melides, que desde a última sexta-feira à noite começou a causar a morte de milhares de peixes, a Direcção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território (DRAOT) do Alentejo decidiu decretar a proibição de banhos nas duas praias das proximidades, como "medida de precaução", segundo explicou o director regional Pinto Leite. "No caso das praias de Melides e Santo André nem sequer havia razões para uma interdição, uma vez que as análises à qualidade das águas não revelaram qualquer contaminação biológica [parâmetros positivos de coliformes fecais ou enterococos], que é o critério usado para decretar tal medida", disse.
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