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Correio da Manhã

Portugal
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CONFUSÃO NA A3

Numa primeira análise ao violento acidente ocorrido na madrugada de domingo, na A3, causado por um veículo que circulava em contramão e que provocou três mortos e um ferido grave, a Direcção-Geral de Viação (DGV) detectou "várias insuficiências operacionais" e "falhas surpreendentes de cooperação", entre a Brigada de Trânsito (BT) e a Brisa, que resultaram na "quase total ausência de medidas preventivas".
24 de Setembro de 2003 às 00:00
A acção da BT-GNR foi considerada rápida mas incompleta
A acção da BT-GNR foi considerada rápida mas incompleta FOTO: Rui Moreira
Ao que o Correio da Manhã conseguiu apurar, a BT de Ponte de Lima teve conhecimento da existência do carro em contramão na A3 através de várias chamadas feitas para o número de emergência 112, a primeira das quais 22 minutos antes do desastre. Fonte da central de Braga do '112', onde as chamadas foram atendidas, confirmou-nos que os telefonemas foram de imediato encaminhados para a BT-GNR limiana.
Acto contínuo, a patrulha colocou-se de imediato a caminho, no sentido de impedir a marcha do veículo que circulava em contramão, sem, ao que tudo indica, tomar medidas preventivas, como o encerramento das portagens da zona e o corte, logo em Ponte de Lima, do trânsito que seguia no sentido Valença-Porto.
"Se a situação não exigisse uma actuação tão rápida, a calma poderia proporcionar a serenidade necessária para avançar com outras medidas, só que na auto-estrada as coisas passam-se a alta velocidade e o primeiro pensamento é agir", admitiu o próprio comando da BT-GNR ao CM.
O Ministério da Administração Interna promete analisar detalhadamente o relatório da DGV, que deverá ser apresentado hoje, e avançar com medidas de agilização de meios que evitem casos como o da A3.
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