Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

CONSUMO MÍNIMO NOS BARES

Carlos Araújo, 20 anos, vira as costas, resignado, depois de ter tentado entrar numa discoteca na zona ribeirinha de Lisboa. Começa assim a noite para muitos lisboetas.
25 de Agosto de 2003 às 00:00
Noite lisboeta
Noite lisboeta FOTO: Jordi Burch
"Pediram dez euros de consumo mínimo", um valor demasiado elevado para o que considera ser "um bar, não uma discoteca e, como tal, um local onde se pagam só as bebidas, não a entrada". Carlos Araújo entende que "o sistema de cartões com consumo mínimo não está correcto, porque às vezes um cartão vale dez euros, mas, se tomarmos uma bebida que vale seis euros, não nos devolvem o resto".
Segundo Francisco Tadeu, da Associação de Discotecas Nacional, é "uma forma de fazer uma selecção dos clientes", cabendo a definição do preço ao "livre-arbítrio do proprietário do estabelecimento".
PREÇO AFIXADO
A DECO fez saber que o consumo mínimo é uma regra privativa do estabelecimento, mas o consumidor tem o direito a ser informado do preço e, em estabelecimentos onde se vendem bebidas, esta informação deve ser devidamente veiculada, afixada num painel, no exterior.
Ana Cristina, jurista da associação de consumidores, afirmou: "Desde que devidamente veiculada a informação, os estabelecimentos podem impedir a entrada". Sublinhou, porém, que o cliente pode recorrer às autoridades policiais se lhe for pedido um montante superior ao definido ou se se sentir discriminado, mas aquela associação de defesa dos consumidores recomenda que se procure sempre um acordo com o gerente do estabelecimento.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)