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Correio da Manhã

Portugal
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Copianço: Alunos do CEJ já repetiram teste

O teste de Investigação Criminal e Gestão de Inquérito (ICGI) do curso para magistrados, que foi anulado devido a um copianço generalizado entre os auditores de Justiça, foi repetido no passado dia 27 de Junho, informou esta terça-feira o Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
5 de Julho de 2011 às 16:49
Depois de uma primeira decisão de classificar todos os alunos apanhados a copiar com a nota dez , o Conselho Pedagógico do CEJ decidiu mandar repetir o teste de IOCGI, anulando a classificação atribuída
Depois de uma primeira decisão de classificar todos os alunos apanhados a copiar com a nota dez , o Conselho Pedagógico do CEJ decidiu mandar repetir o teste de IOCGI, anulando a classificação atribuída FOTO: d.r.

Numa nota divlgada, o CEJ refere que, na sequência da recomendação do Conselho Pedagógico de 20 de Junho, repetiu-se dia 27 de Junho, o teste  de ICGT, com a duração de hora e meia, com consulta restrita aos textos legais aplicáveis, exigindo resposta a nove perguntas, sendo uma para desenvolvimento. 

Segundo um quadro de resultados (que exclui os auditores cooperantes dos países de língua oficial portuguesa), os 120 auditores tiveram todos positiva - oito (com nota de 10 a 12), 18 (nota 12-14) e 94 (mais de 14). 

O caso do copianço generalizado no primeiro teste de Investigação Criminal e Gestão de Inquérito acabou por levar à demissão da juíza desembargadora Ana Luísa Geraldes das funções de directora do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), pedido aceite pela nova ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. 

Depois de uma primeira decisão de classificar todos os alunos apanhados a copiar com a nota dez , o Conselho Pedagógico do CEJ decidiu mandar repetir o teste de IOCGI, anulando a classificação atribuída.   

Fonte do Conselho Pedagógico disse então à Lusa que foi determinado "manter a anulação da prova, elaborar um novo teste que não será do tipo americano, ou com cruzes, e instaurar um inquérito para averiguar" o copianço generalizado que levou a direcção a atribuir a mesma nota 10 a 137 alunos,  futuros magistrados do Ministério Público e juízes.   

Na altura, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, classificou o caso do copianço de  "eticamente censurável, lamentável e desprestigiante". 

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