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Correio da Manhã

Portugal
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Corpo ‘esquecido’ revolta família

Os familiares do homem que há uma semana morreu atropelado no Pinheiro da Bemposta, Oliveira de Azeméis, exigem que a administração do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV) explique porque motivo o cadáver esteve quase 60 horas fechado num saco, sem ser levado para a morgue. "Trataram-no como um cão. Nem ele, nem nós merecíamos isso. O meu irmão não teve sorte em vida e nem depois da morte isso mudou", explicou ao CM Agostinho Ferreira Gomes.
18 de Dezembro de 2011 às 01:00
Orlando Gomes (em cima) morreu no Hospital de Oliveira de Azeméis, onde não há câmara frigorífica. Corpo ficou 60 horas em saco
Orlando Gomes (em cima) morreu no Hospital de Oliveira de Azeméis, onde não há câmara frigorífica. Corpo ficou 60 horas em saco FOTO: Rita Rodrigues

Orlando Gomes, de 46 anos, deu entrada no Hospital de Oliveira de Azeméis cerca da 01h00 do dia 10. Estava em paragem cardiorrespiratória depois de ter sido atropelado por um automóvel, cujo condutor fugiu. O óbito foi declarado no hospital. "Disseram-nos que estavam à espera da GNR para levar o corpo para o Gabinete de Medicina Legal (GML) da Feira. Por isso ficamos chocados quando, na segunda-feira de manhã, soubemos que o corpo ainda estava em Oliveira de Azeméis dentro do saco, já em decomposição, uma vez que ali não existem câmaras frigoríficas", acrescenta o irmão da vítima. "Queremos apurar responsabilidades e perceber qual o mecanismo que não funcionou para não enviarem o corpo para GML", acrescentam, na reclamação escrita que fizeram no hospital.

Ao CM, a direcção do CHEDV garante que "foram cumpridos atempadamente todos os procedimentos legais e informado o tribunal da ocorrência".

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