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Correio da Manhã

Portugal
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Corpo rebenta durante velório

Familiares fazem queixa na PSP e solicitam autópsia.
Bernardo Esteves 24 de Julho de 2016 às 01:00
A urna foi levada da igreja
A urna foi levada da igreja FOTO: Pedro Catarino
Guilherme Verdial, 72 anos, morreu na noite de quarta-feira num lar em Alenquer.

Esta sexta-feira, o velório decorria na Igreja de Santa Maria, em Agualva-Cacém (Sintra), quando, segundo os familiares, o corpo rebentou. Indignados com o trabalho da funerária, os filhos chamaram a PSP e solicitaram a realização de uma autópsia.

"Quando o meu pai chegou à igreja na quinta-feira já tinha um osso da perna partido, o corpo todo torcido e não tinha sido cuidado, nem lavado. À meia-noite fomos embora e ele já estava inchado. Quando chegámos de manhã tinha rebentado do lado direito", contou ao CM o filho Marco Verdial, acrescentando: "Fizemos queixa na PSP. O delegado de saúde cancelou o funeral e mandou o corpo para autópsia".

Ao CM, José Marques, da funerária Serrano e Nunes, de Alhandra, disse ter tratado o corpo de forma adequada. Garantiu que "é normal os cadáveres perderem líquidos, em especial com calor" e que nenhum tratamento o pode impedir. Afirma que o homem sofria de várias patologias e que não se justificava a autópsia, mas que a família a podia ter solicitado antes do velório.
Guilherme Verdial Igreja de Santa Maria Sintra PSP Marco Verdial José Marques
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