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Correio da Manhã

Portugal
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Corpo entregue em decomposição a família

Problema no ar condicionado do Gabinete Médico-Legal.
Tiago Griff 29 de Maio de 2016 às 12:35
Foi assinado acordo com o hospital de Faro para que os cadáveres fiquem na unidade em caso de futuras avarias
Foi assinado acordo com o hospital de Faro para que os cadáveres fiquem na unidade em caso de futuras avarias FOTO: Nuno Jesus
O ar condicionado do Gabinete Médico-Legal de Faro sofreu uma avaria na última semana, o que fez com que o corpo de uma vítima de um acidente de viação fosse entregue à família em avançado estado de decomposição.

"Não consegui ver pela última vez a minha mulher e os meus filhos também não. Foi um grande desgosto", contou, ao CM, Dardy Hamburger, 77 anos, marido de Anthonia, 68, que morreu a 21 de maio, após o capotamento do carro que conduzia, à porta de casa, no sítio de Corte Peso, em Tavira.

O corpo da holandesa - a residir, com o marido, há cerca de 30 anos no Algarve - chegou ao Gabinete Médico-Legal, para autópsia, no dia do acidente (sábado) e foi entregue à família terça-feira, mas com a indicação de que o velório teria de ser feito com o caixão fechado devido ao avançado estado de decomposição.

"Não creio que em apenas dois dias o corpo se decomponha, num local com arcas frigoríficas. Só se houve algum problema e não nos disseram", referiu Dardy.


O Instituto Nacional de Medicina Legal admitiu ao CM que houve uma avaria no ar condicionado nesse fim de semana. E, "sempre que há uma avaria, as peças têm de vir da Alemanha, por isso demora algum tempo", explicam.

A situação só deverá estar normalizada esta semana mas, avançou a mesma fonte, foi assinado um protocolo, como medida provisória, com o hospital de Faro, para os cadáveres ficarem na unidade hospitalar, quando houver avarias.


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