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Correio da Manhã

Portugal

Corrupção leva militares da GNR à reforma compulsiva

Os militares eram acusados de receber benefícios financeiros de empresários que, em troca, não eram "incomodados" durante as operações de fiscalização de trânsito.
5 de Junho de 2013 às 14:57

Seis militares da antiga Brigada de Trânsito (BT) da GNR foram punidos, nas últimas 24 horas, com a "reforma compulsiva" após terem sido condenados criminal e disciplinarmente por corrupção.

A reforma compulsiva foi determinada por despacho do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, publicado esta quarta-feira em Diário da Republica.

Os militares dos comandos territoriais de Lisboa e de Coimbra integravam o grupo de 173 elementos da BT que foi a julgamento em 2005 pelo crime de corrupção passiva para ato ilícito, adiantou a fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

O Tribunal de Sintra, onde decorreu o julgamento, acabou por condenar 81 militares da Brigada de Trânsito da GNR por crimes de corrupção passiva - dezasseis deles a penas de prisão efetiva entre três anos e meio e nove anos e meio.

Os militares da antiga BT da GNR pertenciam a diversos comandos, nomeadamente Lisboa, Leiria, Torres Vedras, Carregado, Coimbra, Santarém e Setúbal e as investigações decorreram no âmbito da ‘Operação Centauro’, iniciada pela Polícia Judiciária a 05 de novembro de 2002.

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