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Correio da Manhã

Portugal
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Corte da CREL afecta 40 mil

Cinco dias após ter originado o corte de trânsito da Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), entre o túnel de Carenque e o nó de Belas, o deslizamento de terras permanece descontrolado, havendo agora o risco de o aqueduto das Águas Livres ficar soterrado. O fecho da CREL está a afectar 40 mil condutores por dia.
26 de Janeiro de 2010 às 00:30
Avanço de terras continua cinco dias depois de a CREL ter sido cortada ao trânsito
Avanço de terras continua cinco dias depois de a CREL ter sido cortada ao trânsito FOTO: Sérgio Lemos

A Brisa, concessionária da via, explicou ontem que está a proceder à operação de "retirada de terras do local, com o objectivo de controlar o avanço das mesmas, havendo neste momento uma preocupação acrescida com o aqueduto das Águas Livres". Acrescenta a empresa que "o corte poderá manter-se nas próximas semanas".

A Câmara da Amadora reconheceu que o terreno apresenta "bastantes fragilidades". Após várias notificações da autarquia, o proprietário não resolveu o movimento de terras.

Além do aqueduto das Águas Livres, também três moradias estão a algumas dezenas de metros do avanço das terras, mas os moradores, como Lurdes Simões, não acreditam que as casas fiquem soterradas. Opinião partilhada pelo dono da taberna do Tio Alfredo, Hermenegildo Justino. O deslizamento de terras só não provocou danos materiais na proximidade porque "a CREL serve de barreira", divulgou o Ministério das Obras Públicas, que ainda não tem uma solução para este caso.

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