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Correio da Manhã

Portugal
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CORTE DE ÁRVORES ELIMINA ORANGOTANGOS

Os orangotangos poderão ficar extintos dentro de dez a 20 anos devido à destruição do seu habitat através do corte ilegal de árvores, advertiu ontem uma investigadora da Universidade de Harvard que estuda estes símios.
1 de Outubro de 2003 às 00:00
 Os orangotangos vivem praticamente só em árvores, deslocando-se pelos seus ramos
Os orangotangos vivem praticamente só em árvores, deslocando-se pelos seus ramos FOTO: d.r.
O abate de árvores tem aumentado nos últimos anos, passando das margens dos rios para o interior das florestas onde vivem estes animais, afirmou Cherl Knott à agência Associated Press.
Knott estuda os orangotangos no Parque Nacional de Gunung Palung, na Indonésia, onde vivem cerca de 2500 destes símios, o que representa um terço dos que existem no mundo.
Só há orangotangos na Indonésia e na Malásia, segundo esta investigadora, cujo trabalho é patrocinado pela National Geographic Society.
Embora o governo indonésio esteja empenhado na protecção dos orangotangos, e ordene periodicamente intervenções da sua polícia nacional, os madeireiros regressam aos locais de abate quando a polícia se vai embora, afirmou.
Knott espera mobilizar a atenção do mundo para esta "crise", tendo em conta que "se despertarmos só daqui a 20 anos, eles poderão já estar extintos".
Os orangotangos, como outros grandes símios, estão próximos do homem, e os investigadores têm-nos estudado muito nos últimos anos.
Segundo Knott, uma colónia que observou usava instrumentos primitivos, uma prática que viu passar de pais para filhos, e emitia sons únicos sob determinadas circunstâncias.
Os orangotangos vivem praticamente só em árvores, deslocam-se pelos seus ramos e alimentam-se dos seus frutos, explicou a investigadora.
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