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Correio da Manhã

Portugal
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Coveiro reformado carbonizado em casa

A Polícia Judiciária está a investigar a morte de um homem que, ao princípio da manhã de ontem, ficou carbonizado na sala da sua casa, em Palmela. O incêndio que o vitimou tem origens ainda desconhecidas, e cingiu-se ao sofá onde a vítima adormeceu.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
Joaquim Salvador, de 72 anos, residia há mais de 20 anos na cave de um prédio de dois pisos, na Rua de Olivença, no centro de Palmela.
Antigo coveiro, acabou a sua vida activa como funcionário da Câmara Municipal de Setúbal. Os tempos de aposentado, segundo o CM apurou junto de vizinhos e outras pessoas que se habituaram a vê-lo, passou-os, na sua quase totalidade, fechado em casa.
“Poucas vezes os vizinhos o viam. Ele escolhia sempre ficar fechado em casa”, disse ao nosso jornal Valdemar Ferreira, senhorio de Salvador.
O idoso foi visto pela última vez ao final da tarde de terça-feira. Às primeiras horas da manhã de ontem, os vizinhos viram uma densa nuvem de fumo preto a sair da janela da casa de Salvador e chamaram os bombeiros de Palmela, que mobilizaram para o local seis homens e três viaturas.
“A vítima estava deitada em cima do sofá, onde terá adormecido. O corpo estava quase todo carbonizado. Na sala, os únicos vestígios de incêndio foram mesmo encontrados no sofá”, disse ao nosso jornal fonte dos bombeiros de Palmela. A PJ de Setúbal esteve no local, a recolher vestígios que permitam explicar a origem do incêndio.
A vítima não fumava, nem tinha nenhum aquecedor ou cobertor eléctrico”, disse fonte ligada à investigação.
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