Covilhã: Gabinete de violência doméstica ultrapassou pedidos para este ano

O gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica da Covilhã recebeu em cinco meses e meio os pedidos previstos para um ano. A falta de emprego, o álcool e as drogas são alguns dos motivos apontados.
18.11.10
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Covilhã: Gabinete de violência doméstica ultrapassou pedidos para este ano
As vítimas admitem que a violência não é recente mas que agravou com a falta de emprego Foto Ricardo Cabral

"Estava previsto chegarmos aos cem atendimentos ao fim do primeiro ano de funcionamento e esse número já foi alcançado", refere a psicóloga do gabinete, Ângela Santos, citada pela agência Lusa.

Segundo o gabinete, os dados não são sinónimo de mais violência, mas de maior sensibilidade por parte da população, num distrito menos habituado a fazê-lo.

Estão a ser acompanhadas 50 vítimas, 13 com apoio psicológico.

A maioria das vítimas que recorre ao serviço são mulheres, havendo apenas quatro homens adultos, segundo o gabinete.

As vítimas dizem que, "apesar de a violência não ser recente, há mais atritos desde que o cônjuge ou os dois se encontram desempregados", descreveu a psicóloga.

A falta de recursos, o "aumento do tempo que passam juntos" bem como o"o consumo álcool e drogas"potencia os conflitos , sublinhou.

Segunda-feira é o dia em  que mais vítimas batem à porta do gabinete, "porque os parceiros passam  mais tempo juntos no fim-de-semana".

De acordo com os dados disponíveis de 2008 para 2009 o número de queixas por violência doméstica cresceu dez por cento a nível nacional. No distrito de Castelo Branco cresceu 6,9 por cento.

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