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Correio da Manhã

Portugal
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Capacete corrige crânio

Falta de tratamento atempado pode resultar em danos permanentes.
Cristina Serra 28 de Junho de 2015 às 14:48
O uso do capacete na criança é aconselhado durante três a cinco meses
O uso do capacete na criança é aconselhado durante três a cinco meses FOTO: Jorge Paula
Há recém-nascidos que têm o crânio assimétrico, e as causas são várias. Esta situação, que a medicina designa por plagiocefalia, pode ser provocada por má posição do bebé no útero ou por um nascimento prematuro. Uma gravidez de gémeos ou um torcicolo congénito podem também causar o problema, embora sejam mais raros.

Ao CM, a neurocirurgiã Paula Rodeia, do Hospital Lusíadas, refere que, ao perder a simetria e a forma esférica, o crânio apresenta uma configuração em "paralelogramo ou trapezoidal".

O diagnóstico clínico obriga a medições físicas, manuais e, normalmente, é pedido raio-x. Em caso de dúvida no diagnóstico, recorre-se a uma tomografia axial (TAC) ao crânio.

Os médicos alertam para a importância de um diagnóstico precoce. E lembram que, quando a criança não é tratada, a anomalia resultará numa assimetria craniofacial permanente, que irá afetar a articulação da boca e o alinhamento dos olhos, com consequentes défices funcionais. O problema tem tratamento, e a sua eficácia é maior quando se inicia entre os quatro e os oito meses de idade.

Dada a plasticidade do crânio, o tratamento começa com medidas de posicionamento, que se utilizam até aos cinco meses de idade. Quando não são eficazes ou o caso é clinicamente grave, deve ser utilizada uma prótese craniana: um capacete de plástico endurecido por fora e de esponja no interior, para se adaptar à cabeça da criança. O material é leve e bem tolerado.
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