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Correio da Manhã

Portugal

Crescem pedidos de ajuda a Portugal por terrorismo

Interpol e Europol fizeram 172 pedidos de informação.
Miguel Curado 2 de Abril de 2017 às 01:30
Trabalhadores de segurança privada dos aeroportos iniciam greve parcial
Trabalhadores de segurança privada dos aeroportos iniciam greve parcial FOTO: André Kosters / Lusa
As forças de segurança portuguesas, em particular a Polícia Judiciária (PJ), reforçaram a partilha de informação sobre terrorismo com os organismos internacionais de polícia. Exemplo disso são os 19 processos relativos a pedidos de apoio às polícias nacionais abertos pela Interpol em 2016 (em 2015 tinham sido 12). A Europol fez o mesmo por 153 vezes (o que corresponde a um aumento face aos 106 de 2015). 

Os dados constam do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2016, que revelam o aumento dos crimes de terrorismo nos últimos três anos em Portugal. Recorde-se que em 2014 nem sequer havia referência a crimes de terrorismo no RASI por serem estatisticamente irrelevantes. A PJ, que tem o exclusivo da investigação do terrorismo, foi a mais solicitada pela Europol: 343 pedidos de cedência de informações.

Os crimes de branqueamento de capitais e de tráfico de seres humanos, tradicionalmente com ligações aos movimentos terroristas, também mereceram um reforço de pedidos de ajuda por parte dos organismos internacionais de polícia. Foram abertos 91 e 162 processos, respetivamente.

O RASI reforça, de resto, a necessidade de um reforço da partilha de informações entre as polícias para 2017, no combate ao terrorismo internacional. Assim, o Sistema de Segurança Interna, organismo liderado pela procuradora Helena Fazenda, responsável pelo RASI, defende a necessidade de vigilância a aeroportos e portos, bem como a vigilância a manifestações de extremismo.
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