O Lar da Ladeira do Pinheiro (Torres Novas), que funcionava clandestinamente, encerrou terça-feira, tendo 15 crianças sido acolhidas por outras instituições e oito entregues às famílias. <BR>Joaquina Madeira, funcionária do Instituto de Segurança Social que acompanhou o processo, adiantou à Lusa que as crianças foram colocadas em ambientes "mais seguros e mais tranquilos", cabendo agora ao Ministério Público determinar o seu destino.
O ministro da Segurança Social e do Trabalho, Bagão Félix, havia dado um prazo de dez dias para se retirarem as crianças que se encontravam na Fundação Maria da Conceição Mendes Horta (conhecida pela santa da Ladeira), depois de uma inspecção feita pelos serviços do ministério na sequência de denúncias de alegados maus tratos.
Joaquina Madeira disse que a maioria das crianças é de origem guineense e tem família a residir nos arredores de Lisboa, adiantando que foram entregues às famílias aquelas que aí tinham condições para permanecer, depois de uma avaliação feita pelos serviços, que as irão continuar a acompanhar.
As outras crianças foram colocadas em instituições do distrito de Santarém, uma de Lisboa e outra de Setúbal, que dão garantias e permitem a continuidade da escola, disse.
Joaquina Madeira sublinhou a forma "tranquila" como decorreu o processo e a grande colaboração de várias instituições, que permitiram que o caso se resolvesse em pouco mais de uma semana.
A fundação começou a receber crianças há seis anos, num número que foi aumentando ao longo do tempo. As 23 crianças que lá permaneciam têm idades entre os três e os 15 anos.
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