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Correio da Manhã

Portugal
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Crime ambiental provoca 6 feridos

Cisterna com produto perigoso foi transportada por dois funcionários até Aguiar de Sousa, Paredes, onde militares da GNR a cavalo descobriram tudo.
8 de Julho de 2014 às 13:47
A GNR e os bombeiros montaram um perímetro de segurança em Aguiar de Sousa

Quatro funcionários da empresa de sucatas e reciclagem David, em Fânzeres, Gondomar, ficaram feridos quando, na manhã de ontem, desmantelavam uma cisterna com um gás tóxico. A inalação causou graves dificuldades de respiração. Entretanto, dois trabalhadores levaram o depósito para uma zona de mato, em Aguiar de Sousa, Paredes. Quando estavam a descarregar o recipiente, sofreram os mesmos sintomas. Um deles foi surpreendido pela patrulha da GNR a cavalo, que detetou o crime ambiental.

O homem de 32 anos que demonstrava os sinais mais fortes de intoxicação e que conduziu o depósito até à mata, terá tentado fugir, mas foi rapidamente alcançado pelos militares. Os quatro trabalhadores feridos em Fânzeres, com idades entre 30 e 40 anos, foram assistidos nas instalações da empresa pelos bombeiros de Gondomar e levados por precaução para o hospital de Santo António, Porto. O condutor foi transportado pelos bombeiros de Cete para a mesma unidade de saúde. O sexto funcionário ferido, que acompanhou o transporte do material tóxico, ter-se-á deslocado por meios próprios após a intoxicação.

O Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, especializado em ocorrências que envolvam incêndios ou matérias perigosas, montou um perímetro de segurança, apesar de se tratar de uma área sem habitações. Foi pedida a colaboração de militares de Lisboa para a deteção da substância. Nenhum responsável da empresa quis prestar declarações ao CM.

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