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Correio da Manhã

Portugal
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D. MARIA MOTIVA APELO

A Ponte Maria Pia não está em perigo. Essa é a garantia dada pela Refer, e ontem reiterada num debate no qual se fez apelo à participação da sociedade civil nos projectos de preservação da ponte.
14 de Dezembro de 2002 às 00:00
Quanto à futura utilização da ponte, o delegado do Conselho de Gerência da CP no Norte, defendeu que seria enriquecedor analisar as novas visões dos estudantes e licenciados num concurso de ideias.
“Um prémio universitário, patrocinado pela CP, Refer, IPPAR, Câmaras Municipais do Porto e Gaia, Governo Civil do Porto, ordens dos Engenheiros e Arquitectos, poderia trazer novas ideias e soluções para manter e requalificar esse património arquitectónico e cultural “, sugeriu o Eng. Jorge Vilaverde.

Nesta sua contribuição, o representante da CP procurou envolver a maioria destas entidades, empenhadas, como frisou Manuel Moreira, governador civil, em “dar utilidade funcional a esta obra emblemática do País”.
Outro dos objectivos deste fórum seria alertar para a ameaça de ruína da centenária ponte.

Sobre esse receio, o engenheiro Andrade Gil, da Refer, garantiu que o estado actual não é de ruína: “Registam-se apenas alguns sinais de corrosão. Dentro de algum tempo será necessária uma operação de conservação, que não custará menos de 1,25 milhões de euros”, afirmou.

EXCLUÍDA DO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

A ponte D.Maria Pia esteve 114 anos ao serviço ferroviário, unindo as duas margens do Douro. Só em 1991 teve direito à reforma, sendo substituída pela ponte S.João. É um atravessamento leve, de arco biarticulado, onde se apoia o tabuleiro ferroviário de uma via, através de pilares em treliça, de vão vencido igual a 160 metros.

Projectada por Gustav Eiffel – autor da estrutura da Estátua da Liberdade e da Torre Eiffel – foi excluída de ser classificada pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, ao lado da Ponte Luís I.
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