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Correio da Manhã

Portugal
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Dá 9 facadas na mulher

Leonor (nome fictício) não aguentava nem mais uma discussão com o companheiro. Por isso, há cerca de um mês abandonou a própria casa, em Torres Vedras, depois de constantes agressões e ameaças.
16 de Março de 2010 às 00:30
Dá 9 facadas na mulher
Dá 9 facadas na mulher

Ontem de manhã decidiu regressar, mas foi recebida com uma pistola encostada à cabeça. O agressor ainda tentou disparar, mas no instante final a arma encravou. Em pânico, Leonor fugiu para a rua, mas foi perseguida e acabou por levar nove facadas na zona do abdómen, nos braços e nas mãos. Depois disso, o agressor fugiu para o carro e tentou o suicídio.

Foram várias as pessoas, que já conheciam de há muito os antecedentes de violência entre o casal brasileiro, por serem testemunhas dos maus tratos à vítima às mãos do marido, que assistiram ao ataque brutal. Um vizinho ainda tentou intervir, mas foi igualmente perseguido e ameaçado com a faca. Nessa altura, a vítima, 40 anos, já estava no chão a esvair-se em sangue.

Leonor foi encaminhada para o hospital em estado grave e teve de ser operada durante a tarde. Ao que o CM apurou junto de fonte hospitalar, o seu estado de saúde inspira cuidados, mas já não corre perigo de vida.

Quanto ao agressor, depois de atingir a vítima trancou-se no carro e ameaçou suicidar-se, com a faca encostada ao pescoço. Foram os agentes da PSP, chamados ao local, que depois de alguns minutos de negociação com o homem o impediram de cometer o suicídio. Foi detido pela polícia e será hoje presente ao tribunal.

JUIZ NÃO OUVIU EMBRIAGADO

O agressor, um homem de 51 anos, não foi interrogado ontem à tarde por um juiz de Instrução Criminal por estar embriagado, apurou o CM junto de fonte policial. Aliás, teve mesmo de ser encaminhado ao Hospital de Torres Vedras, de onde já teve alta, e será hoje presente ao juiz – indiciado por homicídio tentado – que lhe vai aplicar medidas de coacção até ao julgamento. A PSP foi chamada aolocal para impedir que o homem continuasse as agressões, mas também para pôr um ponto final nas ameaças de suicídio. No entanto, a investigação foi entregueà Polícia Judiciária de Lisboa, que agora reúne a informação sobre outros casos de violência doméstica que são conhecidos ao agressor, inclusive com recurso a armas.

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