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Correio da Manhã

Portugal
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Da luta contra o terror até ao comando da PJ

Luís Neves assume cargo máximo na Judiciária após saída de Almeida Rodrigues. Liderou investigações mediáticas.
João Carlos Rodrigues 16 de Maio de 2018 às 01:30
Luís Neves é o novo Diretor Nacional da Polícia Judiciária
Luís Neves é o novo Diretor Nacional da Polícia Judiciária
Almeida Rodrigues deixa o comando da Polícia Judiciária
Almeida Rodrigues deixa o comando da Polícia Judiciária
Luís Neves é o novo Diretor Nacional da Polícia Judiciária
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Almeida Rodrigues deixa o comando da Polícia Judiciária
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Um homem "gerador de consensos", "dinâmico", que "passa noites sem dormir para acompanhar de perto as investigações". É assim que é descrito Luís Neves, até agora diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária e que a partir de junho vai liderar a mais importante polícia de investigação criminal do País.

Luís António Trindade Nunes das Neves tem 54 anos, quase metade deles ao serviço da PJ, onde entrou em 1995, após uma curta carreira na área da advocacia. É já um histórico da instituição, onde esteve sempre ligado ao combate ao crime mais violento.

Com uma formação em liderança e tomada de decisão feita na academia do FBI em Quantico, Luís Neves liderou investigações célebres como o caso do ‘Rei Ghob’, o rapto do filho de Sousa Cintra, as negociações com Manuel Subtil, barricado na RTP, o desmantelamento de grupos violentos da noite de Lisboa e as mais recentes detenções ligadas ao terrorismo ou ao crime organizado internacional –foi a UNCT que no ano passado descobriu em Portugal Rodolfo Lorhman e José Maidana, foragidos há décadas da América do Sul depois de assassinarem filhos de presidentes e ministros.

Saída após recorde à frente da Judiciária
Desde 9 de maio de 2008 que José Maria de Almeida Rodrigues comandava os destinos da PJ, um recorde que será difícil bater para qualquer futuro diretor nacional. Nomeado pelo PS quando Alberto Martins era ministro da Justiça, resistiu a mudanças de Governo de diferentes cores políticas e foi o próprio a pedir para sair quando terminar a comissão de serviço, no dia 15 de junho. O Ministério da Justiça assume que cumpriu as suas funções "muitas vezes com sacrifício para os seus legítimos interesses pessoais e da sua família".
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