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Correio da Manhã

Portugal

Decretada crise energética no País. 1500 postos de combustível esgotados

Militares sondados para assegurar transporte de combustível. Meios extra para garantir abastecimento de forças de segurança e bombeiros.
Wilson Ledo e Diana Ramos 17 de Abril de 2019 às 01:30
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
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Caos nos postos de combustível
Caos nos postos de combustível
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Caos nos postos de combustível
O cenário de um País parado, sem combustíveis e sem certezas sobre a duração da greve dos motoristas de matérias perigosas, levou o Governo a declarar esta terça-feira, ao início da noite, o estado de "crise energética" até 21 de abril, em pleno período da Páscoa.

Serão reforçadas as equipas de segurança que, com escoltas, garantem que a distribuição de combustível decorre sem percalços. O estado de alerta prevê que militares, bombeiros e agentes da proteção civil, habilitados a conduzir pesados, sejam chamados a conduzir camiões.

O cenário de crise assegura níveis mínimos de combustível nos postos para polícias, bombeiros e serviços de emergência.

Numa tentativa de mediar o conflito, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, convocou uma reunião de emergência com o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), as duas estruturas que estão em guerra nesta paralisação.

O encontro terminou às 23h00 sem qualquer avanço. A greve vai continuar nos próximos dias, tendo o governo e os sindicatos esclarecido quais os moldes em que vão ser exercidos os serviços mínimos.

O líder da ANTRAM, Gustavo Pedro Duarte, criticou a paralisação e reiterou o que tinha dito à entrada para o encontro. "Negociações em greve, nunca. A ANTRAM nunca negociará sob pressão."

Já o vice-presidente do sindicato, Pedro Pardal Henriques, garantia ao CM que bastava a ANTRAM "dar esse passo simbólico" para que a greve fosse desconvocada.

Às 21h30, uma plataforma criada a partir de dados cedidos por condutores com problemas em atestar mostrava mais de 1500 postos sem combustíveis. É praticamente metade da rede de postos do País (3081). "Não me surpreenderia que tivéssemos mais de mil postos com problemas", disse ao CM António Comprido, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).

PSP e GNR foram mobilizadas para garantir o transporte de combustível em Matosinhos e Aveiras de Cima. As duas saídas de camiões em direção aos aeroportos foram marcadas por momentos de tensão.

De Aveiras partiram, pelas 19h30, oito camiões em direção ao Aeroporto de Lisboa, que tinha ficado sem combustível ao início da tarde.

Autocarros em risco de paragem
As empresas de transportes rodoviários estão "já nos limites" devido à falta de combustível, admitiu esta terça-feira o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), António Cabaço.

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REIVINDICAÇÕES
O Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas listou razões no pré-aviso de greve

PROPOSTAS 
Carreira
Querem que seja reconhecida a categoria profissional de motorista de matérias perigosas.

Reforma
Reivindicam um estatuto de profissão de desgaste rápido e querem um desconto de um ano na idade de reforma por cada quatro anos de trabalho no transporte de matérias perigosas.

Salários
Exigem que o valor-base não seja inferior a dois salários mínimos nacionais. Pedem ainda que o trabalho suplementar seja pago à hora e subsídios de risco.

Saúde
Motoristas exigem que seja obrigatório que as empresas paguem acompanhamento médico anual destes trabalhadores.

Ajudas de custo
Querem ajudas de custo diárias (20 euros em Portugal e 35 no estrangeiro), a que se junta pelo menos 20 euros de pernoita.
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